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Mabel critica projeto que altera gestão do transporte coletivo

Prefeito de Goiânia aponta falta de diálogo com municípios em proposta aprovada na Alego

Mabel critica projeto que altera gestão do transporte coletivo: o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), manifestou publicamente sua preocupação nesta segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, em relação ao novo projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O texto, votado em regime de urgência, propõe alterações profundas na gestão compartilhada do transporte coletivo da Região Metropolitana, impactando diretamente o equilíbrio administrativo entre Estado e municípios.

A principal crítica de Mabel recai sobre a falta de consulta prévia aos gestores municipais antes da aprovação do projeto. De acordo com o prefeito, a medida transfere o controle do sistema para o Governo Estadual, desconsiderando que as prefeituras são responsáveis por arcar com mais de 50% dos custos operacionais. Atualmente, a capital goiana investe cerca de R$ 500 milhões anuais para manter o subsídio e a qualidade do serviço.

Mabel critica projeto que altera gestão do transporte coletivo

O prefeito defende que a manutenção da governança compartilhada é essencial para evitar retrocessos na mobilidade urbana. Ele ressalta que qualquer mudança estrutural deve respeitar a autonomia municipal, conforme os princípios federativos estabelecidos na Constituição Federal. A proposta atual, segundo Mabel, pode gerar insegurança institucional e comprometer o planejamento de longo prazo para o setor.

Em busca de uma solução diplomática, Mabel reuniu-se com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que se comprometeu a ouvir os prefeitos da região metropolitana antes de sancionar a lei. Caso o diálogo não resulte em ajustes que garantam a participação das cidades na gestão, a administração municipal não descarta acionar o Poder Judiciário. A base para um possível questionamento jurídico estaria ligada às normas da Lei de Mobilidade Urbana.

A prioridade da Prefeitura de Goiânia permanece sendo a construção de um consenso que não prejudique o passageiro nem as finanças públicas locais. O acompanhamento das decisões da Alego pode ser feito diretamente pelo portal oficial da Assembleia Legislativa de Goiás. Os próximos dias serão decisivos para definir se o controle do transporte coletivo seguirá um modelo centralizado ou se manterá o formato de cooperação vigente.

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Crédito da Imagem: Alex Malheiros/Secom/Arquivo

Redação GOYAZ

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