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Marc Márquez testa favoritismo em estreia do Autódromo de Goiânia

Espanhol da Ducati busca manter fama de vencedor em circuitos inéditos no calendário mundial

O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, torna-se o centro das atenções do motociclismo mundial neste final de semana. O GP do Brasil marca o retorno do país ao calendário oficial da MotoGP após décadas. Entre os competidores, o espanhol Marc Márquez, da Ducati, desponta como o principal nome a ser observado em pistas estreantes.

A expectativa local gira em torno do brasileiro Diogo Moreira. O piloto da LCR Honda, atual campeão da Moto2, faz sua estreia em casa na categoria rainha. No entanto, Márquez carrega o histórico de ser o maior vencedor em circuitos recém-adicionados ao cronograma.

O retrospecto do espanhol em traçados inéditos justifica o favoritismo. Desde 2013, quando o GP das Américas estreou em Austin, Márquez estabeleceu um domínio quase absoluto, vencendo seis edições consecutivas. Desempenho semelhante foi visto na Argentina, em 2014, e na Tailândia, em 2018, onde triunfou logo na primeira corrida.

O desafio em Goiânia ocorre em um momento de recuperação para o piloto da Ducati. Após uma lesão que o afastou do final da temporada passada, Márquez busca retomar o ritmo ideal. Na abertura do campeonato de 2026, na Tailândia, o italiano Marco Bezzecchi, da Aprilia, foi quem subiu ao topo do pódio.

Apesar da fama de “rei das pistas novas”, o espanhol já enfrentou dificuldades em certas estreias. Em circuitos como Portimão e Mandalika, Márquez sofreu quedas e lesões que comprometeram seus resultados iniciais. A pista goiana, que não recebia a elite do motociclismo desde 1989, representa um terreno desconhecido para todo o grid atual.

As sessões de treinos e a corrida principal definirão se Goiânia entrará para a lista de conquistas de Márquez ou se o traçado brasileiro oferecerá resistência ao multicampeão. A presença de um piloto local competitivo como Moreira adiciona uma camada extra de imprevisibilidade ao evento.

A organização do GP em Goiânia correu contra o tempo para adaptar as áreas de escape às exigências da FIM. Nos bastidores, comenta-se que a escolha da capital goiana, em detrimento de circuitos mais tradicionais, passou por uma forte articulação política e logística, visando descentralizar os grandes eventos esportivos no Brasil. Pilotos estrangeiros já demonstraram curiosidade sobre o calor do Centro-Oeste, que pode ser o maior inimigo dos pneus neste domingo.

Redação GOYAZ

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