Destaque

Incêndio na Chapada dos Veadeiros devasta 3,3 mil ha

Incêndio na Chapada dos Veadeiros devasta 3,3 mil ha e mobiliza mais de 100 combatentes que trabalham dia e noite para conter as chamas na Área de Proteção Ambiental (APA) Pouso Alto, no norte de Goiás.

O fogo começou no domingo, 3 de outubro de 2025, e já destruiu aproximadamente 3.300 hectares, atingindo principalmente as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Avá-Canoeiro. As frentes de incêndio avançam em direção ao Vão dos Órfãos e às margens da estrada entre Colinas do Sul e Cavalcante.

Incêndio na Chapada dos Veadeiros devasta 3,3 mil ha

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), a prioridade é impedir que o fogo alcance o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que possui cerca de 240 mil hectares. Equipes do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Corpo de Bombeiros realizam monitoramento 24 horas, utilizando caminhão auto-bomba tanque, helicóptero e drones para mapear o perímetro.

O tenente Sinduey Ribeiro Ramos explicou que, com a aproximação do período chuvoso, há aumento de ocorrências em áreas remotas e de difícil acesso. Atualmente, seis grandes focos permanecem ativos, mas não há risco imediato às cidades vizinhas nem ao parque nacional, porque as chamas seguem concentradas em áreas privadas e na APA.

A logística do combate enfrenta desafios como terrenos acidentados, combustíveis vegetais descontínuos e reignição em pontos já debelados. Ainda assim, as equipes buscam abrir aceiros e utilizar abafadores e sopradores para circunscrever o fogo, enquanto operações aéreas despejam água nos pontos de maior calor.

Além do efetivo humano, a estratégia inclui brigadistas voluntários treinados por programas federais de prevenção ao fogo, que reforçam a vigilância onde o acesso por viatura é inviável. O Ibama destaca que, após a extinção das chamas, será iniciado o trabalho de avaliação de danos e recuperação da vegetação nativa.

Para a população, os órgãos ambientais reforçam a orientação de não acender fogueiras, descartar bitucas ou realizar queimadas controladas sem autorização, práticas que ampliam o risco de novos focos durante a estiagem.

Quer acompanhar mais notícias sobre meio ambiente e a situação nas unidades de conservação goianas? Visite nossa editoria de Cidades e fique atualizado.

Foto: CBMGO.

Redação GOYAZ

Redação Ligação Direta: 36024225 Redação Plantão Whatsapp: ( 62) 983035557
Botão Voltar ao topo