
STF deve manter delação de Mauro Cid, avaliam defesas. advogados que atuam na ação sobre a suposta tentativa de golpe estimam que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal confirme a colaboração premiada do tenente-coronel e preserve os benefícios pactuados.
De acordo com essas defesas, o relator Alexandre de Moraes deverá sustentar a validade do acordo e propor pena mínima de dois anos a Cid, hipótese que, segundo eles, deve receber o endosso dos demais ministros do colegiado.
STF deve manter delação de Mauro Cid, avaliam defesas
Os advogados lembram que, se a delação fosse anulada, todo o processo poderia ser questionado, reforçando pedidos de nulidade e colocando em risco as futuras sentenças contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus.
No início do julgamento, as defesas de Bolsonaro e do general Walter Braga Netto atacaram a credibilidade de Cid. O advogado Celso Vilardi citou declarações supostamente divergentes, enquanto José Luís de Oliveira Lima acusou o militar de “mentir descaradamente”.
Já a Procuradoria-Geral da República defendeu o acordo, argumentando que a Polícia Federal descobriu a trama, mas a colaboração deu “profundidade” aos fatos. O procurador-geral Paulo Gonet, contudo, apontou omissões e sugeriu reduzir a pena apenas em um terço.
A defesa de Cid rebateu, afirmando que não houve coação e que o cliente cumpriu a obrigação de relatar o que presenciou. Os advogados sustentam que negar integralmente os benefícios “acabaria” com o instituto da colaboração.
Durante a sessão, o ex-ajudante de ordens informou ter solicitado baixa do Exército por falta de condições psicológicas, movimento interpretado como sinal de desistência de carreira militar mesmo que seja absolvido. Especialistas avaliam que a manutenção da delação fortalece o processo e reduz espaço para recursos futuros.
Para acompanhar outros desdobramentos da crise institucional, visite nossa editoria de Política e continue informado.
Crédito da imagem: Ton Molina/STF