Metronização em Goiânia agiliza ônibus nos corredores BRT

Metronização em Goiânia melhora a fluidez dos ônibus nos corredores BRT Norte-Sul e Leste-Oeste, permitindo que 90% dos cruzamentos sejam atravessados com sinal verde, segundo a Prefeitura de Goiânia.
Os dados oficiais indicam acréscimo superior a 30% na velocidade média dos coletivos, com picos de 25 km/h, resultado atribuído à sincronização semafórica comandada por sensores que detectam a aproximação dos veículos.
Metronização em Goiânia agiliza ônibus nos corredores BRT
O trecho Leste-Oeste possui 3,1 km de extensão, nove cruzamentos semáforos e quatro estações; já o segmento Norte-Sul soma 3,7 km, 12 cruzamentos e oito estações. As tags instaladas dentro dos ônibus enviam informações em tempo real para uma central de controle com inteligência artificial, que ajusta os semáforos para garantir passagem contínua, explicou o secretário municipal de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu.
De acordo com Abreu, toda a infraestrutura semafórica foi modernizada. “O parque passou por completa substituição para permitir conectividade desde o momento em que o ônibus entra no corredor”, afirmou. Além da tecnologia, a prefeitura destaca benefícios diretos ao passageiro: menor tempo dentro do coletivo e, consequentemente, maior qualidade de vida.
O prefeito Sandro Mabel (UB) lembrou que a iniciativa integra um pacote de R$ 2,1 bilhões em investimentos privados previsto para quatro anos. O projeto contempla 36 corredores exclusivos para ônibus e bicicletas, integração com sistemas de bicicletas compartilhadas e incentivo à mobilidade ativa.
Especialistas apontam que sistemas de prioridade semafórica são tendência em grandes centros. Estudo da Associação Nacional de Transportes Públicos mostra que cidades que adotaram tecnologias semelhantes registraram aumento de até 35% na velocidade operacional do transporte coletivo.
Ainda segundo a gestão municipal, a cidade recebe frota renovada, com veículos Euro 6 e elétricos, além da reforma de estações e terminais. “Com viagens mais curtas, o tempo de espera diminui e o sistema se torna mais produtivo”, concluiu Abreu.
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Foto: Alex Malheiros