Modelo de governança do Goiás é ‘monstrengo’, diz Lopes

Modelo de governança do Goiás foi duramente criticado pelo jornalista José Carlos Lopes, que o classificou como “monstrengo” após a derrota para o Remo, no último domingo (23), no Mangueirão, resultado que encerrou o sonho esmeraldino de voltar à Série A em 2026.
Para Lopes, o insucesso de 2025 não pode ser atribuído apenas ao desempenho em campo. Embora o time tenha liderado boa parte da Série B, caiu vertiginosamente no segundo turno, desperdiçando vantagem confortável no G-4 e expondo deficiências técnicas de um elenco montado com investimentos elevados, mas sem critério.
Modelo de governança do Goiás é ‘monstrengo’, diz Lopes
O comentarista da TV Capital responsabiliza a estrutura administrativa criada após a mudança de estatuto. Segundo ele, a multiplicidade de conselhos, as funções sobrepostas e um Conselho de Administração sem clareza de comando tornaram o clube “ingovernável”, engessando decisões e diluindo responsabilidades.
“É uma forma de governança que está matando o Goiás. Ou o clube muda, ou cai no abismo”, alertou Lopes, ao destacar que a complexidade do sistema impede qualquer planejamento de longo prazo e sufoca iniciativas estratégicas.
Na análise sobre contratações, o jornalista citou nomes como Edson Carioca, Esli Garcia, Arthur Caíke, Luiz Felipe, Gonzalo Freitas, Tite e Benítez para ilustrar o que chamou de gasto mal direcionado. Ele argumenta que, com o orçamento disponível, o Goiás poderia ter disputado a parte de cima da Série A, mas optou por atletas reservas ou sem protagonismo em clubes anteriores.
A delicada situação financeira e o fracasso esportivo colocam a diretoria sob forte pressão. Com o debate sobre o futuro em aberto, torcedores aguardam medidas concretas que devolvam competitividade ao clube e evitem que o “monstrengo” administrativo siga comprometendo resultados.
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Imagem: José Carlos Lopes – Comentarista TV Capital