Pelo sexto ano consecutivo, vendas de imóveis em 2022 crescem em Goiânia e Aparecida de Goiânia: alta de 9%

A valorização dos imóveis novos foi de 23% no ano de 2022
Com Marista e Bueno na liderança dos mais desejados para se morar, novos setores começam a conquistar o público, com parcelas que cabem no bolso
Apesar de algumas incertezas do mercado e da economia em função do cenário de pandemia, guerra e eleições, o mercado imobiliário de Goiânia e de Aparecida de Goiânia continuou seguindo em alta em 2022, mostrando que investir em imóveis continua sendo um investimento seguro, sólido e rentável. O segmento conquistou o sexto ano consecutivo de crescimento nas vendas de imóveis: comercializou R$ 5,179 bilhões em imóveis, um crescimento de 9% em relação a 2021. Um total de 10.411 unidades negociadas.
Em lançamentos, foram 11.474 unidades, alta de 7,5% em comparação com 2021, o maior volume de lançamentos desde 2011. Em reais, foram R$ 6,3 bilhões, 30% maior do que 2021. “O comprador reconhece que comprar imóveis é um investimento seguro e aumenta proteção patrimonial em períodos de instabilidade econômica. Então, o comprador não adia a decisão de compra nesses momentos. Pelo contrário, ele procura comprar imóveis para proteger seu patrimônio e ganhar com a valorização imobiliária”, ressalta o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Fernando Razuk. Os dados integram a pesquisa do mercado imobiliário referente ao ano de 2022, divulgada hoje pela entidade.
Em 2022, a quantidade de unidades disponíveis para venda foi de 11.047, aumento de pouco mais de 10% diante de 2012, que registrou 9.984 unidades. “É uma oferta condizente com o histórico da cidade, que chegou a ter mais de 13 mil unidades há 10 anos”, compara Razuk.
A maior oferta de unidades esteve concentradas nos setores Bueno e Marista: 1.860 e 1.352 unidades, respectivamente. Juntos, eles são responsáveis por 29,4% do total do estoque do mercado residencial vertical. “O Marista ainda é o bairro mais desejado de Goiânia. A demanda por imóveis na região é alta, é onde as pessoas querem morar, e, diante isso, é natural que se produza mais imóveis nesse local. O Bueno, além de ser um bairro desejado, é um dos setores de maior extensão territorial de Goiânia. Portanto, acaba resultando em grande oferta de imóveis para comprar”, explica o presidente da Ademi-GO. Na sequência dos queridinhos está o setor Oeste no terceiro lugar no ranking dos 10 bairros com maior estoque residencial vertical, com 552 unidades.
O valor médio do metro quadrado de apartamentos na Capital foi de R$ 7.422 em 2022. O setor Marista continua na liderança do valor mais valorizado, a R$ 9.030, seguido pelo Oeste (R$ 8.975), Bueno (R$ 8.597) e Jardim Goiás (R$ 8.582). Dentre os mais valorizados, aparecem também o Setor Nova Suíça e Lozandes, em função de empreendimentos que existem nessas regiões. Próximo do preço médio, aparecem bairros como Setor Serrinha (R$ 7.895), Bela Vista (R$ 7.461) e Jardim América (R$ 7.189). “Esses bairros são excelentes alternativas de custo-benefício: estão em localizações próximas do que há de melhor na cidade, mas com preços que cabem melhor no bolso”, comenta Razuk. Abaixo da média estão o Parque Amazônia (R$ 6.301), Sudoeste (R$ 6.193), Vila Rosa (R$ 5.785) Faiçalville (R$ 5.361), Parque Oeste Industrial (R$ 4.854), Residencial Solar Ville (R$ 4.572) e Lorena Park (R$ 4.333). “Os goianos também tem comprado imóveis em bairros que apresentam preço de venda mais próximo da média da cidade e apresentam ampla oferta de comércio e serviço, como o Setor Pedro Ludovico, o Jardim América, Bela Vista, entre outros. Esses bairros encaixam melhor no bolso dos clientes e ficam muito próximo das regiões mais nobres da cidade”, complementa Razuk.
Valorização
A valorização imobiliária também se destacou no crescimento: registrou um salto de 23,4% de 2021 para 2022. “O custo de construção aumentou significativamente nos últimos dois anos em função do processo inflacionário vivenciado em todo o mundo, consequência da pandemia e da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. E houve o crescimento do preço dos imóveis, impactado principalmente pela alta do custo e do aquecimento do mercado”, explica Razuk. “Como sempre digo, o investimento em imóvel é sempre uma boa alternativa. Mesmo com os juros altos, quem investiu em imóvel nos últimos anos teve rentabilidade acima do mercado financeiro. A valorização média foi de 23% e, quando se soma isso à rentabilidade do aluguel, não tem investimento melhor”, observa.
Com o mercado aquecido, praticamente todos os segmentos registraram volume satisfatório nas vendas. Além do aumento no número de vendas em todos os tipos de imóveis, de R$ 200 mil a R$ 1,5 milhão, o volume de negócios de apartamentos do tipo studio e/ou de 1 dormitório foi destaque: 573 imóveis neste formato foram vendidos em 2022 diante de 319 unidades em 2021, alta de 80%. “Esse tipo de imóvel possui locação muito fácil e rentável. Para se ter uma ideia, hoje em dia, com ferramentas como o AirBNB, a rentabilidade de locação é excelente. Isso vale para apartamentos de 2 quartos e 3 quartos compactos em regiões nobres”, complementa Razuk.
Outro segmento que voltou a se aquecer é o mercado de salas comerciais e lajes corporativas. Desde que crise econômica que vivenciamos de 2014 a 2016, os empreendedores tinham parado de lançar prédios comerciais em Goiânia. O estoque de salas comerciais disponíveis para venda chegou a praticamente zero. “Além disso, se uma empresa de médio ou grande porte quiser alugar um espaço em algum prédio comercial em Goiânia, ela simplesmente não vai encontrar. Com a volta da atividade econômica pós-pandemia, as pessoas voltaram a trabalhar normalmente em seus escritórios e não existe mais vacância nos prédios comerciais de Goiânia”, explica Razuk. Em 2022 foram lançados 4 prédios comerciais em Goiânia e todos eles foram praticamente 100% vendidos no lançamento. O preço de salas comerciais chega a R$ 15.000 o m2. “O custo de construção de um prédio comercial é altíssimo. É muita tecnologia embarcada. A fachada é cara, os sistemas e instalações são complexos e os elevadores são caríssimos”, justifica Razuk. Esse segmento promete continuar aquecido em 2023, com lançamentos de grande porte, com muita tecnologia e arquitetura arrojada.