Moraes teria ligado seis vezes para Galípolo sobre o Banco Master
Relatos indicam pressão do ministro do STF junto à presidência do Banco Central

Moraes teria ligado seis vezes para Galípolo sobre o Banco Master: o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria realizado uma série de tentativas de contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da operação de compra envolvendo o Banco Master. Segundo informações veiculadas pelo jornal Estadão, foram registradas até seis ligações em um único dia.
Além dos telefonemas, relatos indicam que o magistrado e o chefe da autoridade monetária conversaram sobre o tema em outras quatro ocasiões, incluindo um encontro presencial. A movimentação ocorre em um contexto de intensa fiscalização sobre transações financeiras de grande porte no país.
Moraes teria ligado seis vezes para Galípolo sobre o Banco Master
O ministro Alexandre de Moraes manifestou-se oficialmente negando a existência de ligações telefônicas para tratar de interesses do Banco Master. Em nota, o magistrado afirmou que as reuniões presenciais com o Banco Central tiveram como objetivo exclusivo discutir os impactos da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele e sua esposa.
Por sua vez, o Banco Central confirmou a realização de encontros com o ministro, ratificando a pauta sobre sanções internacionais. No entanto, o cenário ganhou complexidade com a revelação de que o escritório de advocacia da esposa de Moraes possuía um contrato de 129 milhões de reais com a instituição financeira investigada.
A operação de aquisição citada foi vetada pelo Banco Central em setembro, sob a justificativa de falta de documentos que comprovassem a viabilidade econômica do negócio. Pouco tempo depois, o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi detido pela Polícia Federal em uma investigação que apura fraudes contra o sistema financeiro nacional.
O imbróglio levanta debates sobre conflitos de interesse e a conduta de autoridades do alto escalão do Judiciário em processos administrativos. Enquanto as notas oficiais buscam delimitar os temas tratados nos encontros, o mercado financeiro e o meio jurídico acompanham os desdobramentos das investigações federais que envolvem o banco.
Crédito da Imagem: 09/09/2025 – Reuters/Adriano Machado