Política

Morte de cão Orelha motiva indiciamentos por obstrução de Justiça

Polícia de Santa Catarina apura tentativa de silenciar testemunhas do crime

Morte de cão Orelha motiva indiciamentos por obstrução de Justiça: áudios obtidos pela CNN Brasil apresentam novos elementos nas investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis no início de janeiro. O animal comunitário foi submetido a eutanásia em decorrência de ferimentos graves, e o inquérito apura a participação de um grupo de adolescentes e adultos em atos de maus-tratos.

Morte de cão Orelha motiva indiciamentos por obstrução de Justiça

As gravações registram o depoimento de um porteiro de um edifício onde residem suspeitos de envolvimento no caso. No material, o funcionário relata ter presenciado agressões contra o animal na mesma data em que houve um conflito entre ele e os jovens. A Polícia Civil de Santa Catarina utilizou esses relatos para fundamentar a apuração sobre a conduta do grupo e a dinâmica dos fatos ocorridos na capital catarinense.

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três adultos sob a acusação de coação no curso do processo. Segundo as investigações, o porteiro teria sido ameaçado para não colaborar com as autoridades. Em janeiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para localizar uma arma de fogo mencionada em depoimentos, embora o objeto não tenha sido encontrado durante as diligências.

A defesa dos adolescentes e de seus familiares contesta as acusações e afirma que as mensagens do porteiro em grupos de vigilantes geraram conclusões precipitadas. Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte argumentam que não existem imagens que comprovem a participação direta dos jovens nas agressões. Segundo a defesa, o contato dos pais com o funcionário teve como objetivo resolver desavenças anteriores entre os filhos e o porteiro, sem relação com o episódio do animal.

O inquérito também apura uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, identificado como Caramelo, que teria conseguido escapar do grupo. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, as penas para o crime de maus-tratos contra cães e gatos foram endurecidas pela legislação federal, podendo resultar em reclusão e multa.

Os relatórios policiais descrevem que o cão Orelha apresentava lesões compatíveis com tortura. A investigação prossegue para identificar todos os responsáveis e verificar se houve omissão por parte dos responsáveis legais dos menores. As famílias dos envolvidos alegam sofrer represálias em redes sociais e solicitam que a apuração dos fatos ocorra dentro do devido processo legal, sem antecipação de juízo de valor pela opinião pública.

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Redação GOYAZ

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