
MPGO e parceiros alcançam resultados na luta contra o desmatamento em Pirenópolis: o Ministério Público de Goiás (MPGO), em parceria com outros órgãos, concluiu com sucesso um processo de mediação para resolver casos de desmatamento em Pirenópolis. Os acordos firmados visam a reparação, compensação e indenização por danos ambientais.
MPGO e parceiros alcançam resultados na luta contra o desmatamento em Pirenópolis
Após 15 reuniões, o trabalho colaborativo resultou em um acordo que garantirá a recuperação de aproximadamente 626 hectares de vegetação nativa. Além disso, mais de 1.274 hectares serão destinados a servidões ambientais ou doação a unidades de conservação, ajudando a proteger a biodiversidade local.
O acordo também prevê um investimento de R$ 50 mil e a aquisição de equipamentos para fortalecer a fiscalização e a proteção ambiental. A iniciativa demonstrou a eficácia da mediação como uma forma rápida e segura de resolver conflitos, evitando longos processos judiciais.
A promotora de Justiça Mônica Fachinelli ressaltou que a autocomposição “transforma conflitos em oportunidades de reparação e preservação”, garantindo benefícios para a comunidade e para as futuras gerações.
O município de Pirenópolis, em Goiás, conhecido por seu centro histórico e por ser um polo turístico, tem um histórico de desafios relacionados ao desmatamento e à preservação ambiental. A região, que faz parte do bioma Cerrado, possui uma topografia acidentada, o que historicamente dificultou o avanço da agricultura mecanizada em larga escala, ajudando a preservar parte de sua vegetação nativa.
No entanto, o crescimento do turismo e a expansão imobiliária têm gerado novas pressões ambientais. O desmatamento ilegal para a criação de loteamentos e a ocupação de áreas de preservação são problemas recorrentes. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) frequentemente realiza fiscalizações e aplica multas em fazendas e propriedades onde são constatadas irregularidades.
Essas fiscalizações já flagraram desmatamentos significativos, incluindo a supressão de vegetação em Áreas de Preservação Permanente (APP) e o uso de motosserras sem licença. Casos de transporte ilegal de madeira nativa também foram identificados. As ações do governo resultam em multas, embargo das áreas e apreensão de equipamentos.
Crédito da Imagem: MPGO