
MPGO aponta falhas em audiência na Alego sobre crise hídrica e lixões: a promotora de Justiça Daniela Haun de Araújo Serafim, coordenadora da Área do Meio Ambiente e Consumidor do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Goiás (MPGO), participou na manhã desta terça-feira, 9 de dezembro, de uma audiência pública de grande relevância.
O encontro foi promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e teve como tema central a urgente gestão hídrica no Estado. A reunião congregou representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e membros da comunidade científica.
A promotora iniciou sua fala destacando a importância fundamental do tema: “Precisamos conversar não só como ocupantes de cargos, mas como seres humanos. Falar de água é falar de vida e de futuro”, afirmou. Daniela Haun de Araújo Serafim foi enfática ao pontuar que a atual crise hídrica é o resultado de um acúmulo de processos negativos, incluindo o assoreamento de rios, as ocupações irregulares, a descontinuidade de políticas públicas eficazes e a persistência de lixões. Ela criticou a lentidão na resolução de problemas básicos: “Se em $2025$ ainda falamos em lixões, é porque há falhas sistêmicas que precisam ser enfrentadas”.
MPGO aponta falhas em audiência na Alego sobre crise hídrica e lixões
A promotora reforçou a necessidade de uma atuação integrada e coesa entre os diversos atores sociais: municípios, Estado, sociedade civil e órgãos de controle, como o próprio MPGO. Ela enfatizou que “o problema estrutural não nasce de eventos isolados, exige respostas integradas e contínuas”. Para transformar essa necessidade em prática, Daniela Haun de Araújo Serafim apresentou o Programa Compromisso Hídrico.
O programa, que já congrega mais de $40$ instituições e contabiliza mais de 100 reuniões realizadas, reúne projetos estratégicos essenciais de apoio aos municípios goianos. O foco principal é a segurança hídrica e a resiliência climática das comunidades. A proposta central é fortalecer a gestão local por meio de soluções técnicas e colaborativas, ampliando a capacidade dos municípios de enfrentar os desafios da crise hídrica e das mudanças climáticas, sempre priorizando a sustentabilidade e o futuro das comunidades. Para mais detalhes sobre as iniciativas do Ministério Público na área, o site do Ministério Público de Goiás (MPGO) é o canal oficial. Informações sobre a legislação ambiental goiana são disponibilizadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
Participantes da Audiência
Além da promotora Daniela Haun de Araújo Serafim, a mesa de debates da Audiência Pública foi composta pelo deputado Antônio Gomide, que presidiu os trabalhos; o superintendente de Recursos Hídricos e Informações Ambientais, Alan Mosele Tonin; e a bióloga e pesquisadora Mariana Pires Telles, que representou a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e a Universidade Federal de Goiás (UFG).
“Todos queremos a mesma coisa. Nosso papel é construir pontes”, destacou a promotora ao final, reiterando a importância do diálogo e da união de esforços. Por fim, reforçou a urgência das medidas ambientais: “A água é essencial à vida. Se ainda podemos fazer algo em Goiás, que façamos agora”.
Crédito da Imagem: IA meramente ilustrativa