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Ramagem nega ao STF monitoramento de autoridades

Ex-deputado prestou depoimento por vídeo a partir dos Estados Unidos

Ramagem nega ao STF monitoramento de autoridades: o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) prestou depoimento nesta quinta-feira (5) no âmbito de ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente nos Estados Unidos, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) falou por videoconferência à juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

Ramagem nega ao STF monitoramento de autoridades

Durante a oitiva de 45 minutos, Ramagem negou ter monitorado autoridades ou realizado ações de geolocalização por meio do sistema First Mile a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-parlamentar classificou a ação penal como falsa e questionou a competência do STF, acusando a Corte de abuso de autoridade e desvio de poder.

O processo, que havia sido suspenso devido à imunidade parlamentar, foi retomado após a declaração da perda do mandato de Ramagem no final do ano passado. A ação apura os crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. O ex-deputado afirmou que não estava no Brasil na data e que não participou ou auxiliou os ataques às sedes dos Três Poderes.

Ramagem rebateu a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre integrar organização criminosa, argumentando que encerrou o contrato do sistema First Mile em maio de 2021, antes do período delimitado na denúncia. Ele afirmou que não possuía acesso à ferramenta e que não houve determinação sua para o monitoramento de autoridades em favor do governo anterior.

O ex-diretor sustentou que sua gestão investigava o uso indevido do sistema por servidores para fins privados. Ramagem optou pelo direito ao silêncio em questões alheias aos crimes específicos desta ação penal. Em setembro, o ex-parlamentar já havia sido condenado a 16 anos de prisão em outro processo por organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.

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Redação GOYAZ

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