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Prefeitura mira 75 mil cabos soltos em mutirão coordenado

Mabel articula novo plano de ação com telecons e Equatorial para resolver o acúmulo de cabos sem uso que representam risco

Prefeitura mira 75 mil cabos soltos em mutirão coordenado: o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) determinou nesta quinta-feira (9) a reorganização do programa Cidade Segura, estabelecendo um mutirão emergencial para acelerar a retirada dos cerca de 75 mil cabos de telecomunicações sem uso que se acumulam nos postes de Goiânia.

A decisão foi firmada em uma reunião crucial realizada nesta quinta-feira (9/10) no Ministério Público (MP), que reuniu o prefeito, a promotora de Justiça Alice Freire, e representantes de empresas de telecomunicações e da Equatorial Energia.

Prefeitura mira 75 mil cabos soltos em mutirão coordenado

O principal foco do novo plano de ação é a celeridade e a priorização dos riscos. Ficou acordado que as empresas responsáveis utilizarão suas próprias equipes para executar a retirada dos fios, concentrando-se inicialmente nos setores onde a situação é mais grave e representa risco iminente à população.

  • Mapeamento: O levantamento detalhado das áreas críticas será repassado às empresas na próxima quarta-feira (15/10).
  • Início dos Trabalhos: A força-tarefa tem previsão de começar os trabalhos no dia 20 de outubro.

Mabel enfatizou que a prefeitura coordenará toda a ação e garantiu que o problema será resolvido: “Esse monte de cabo que está caído não vai mais existir. Nós vamos começar por uma ação emergencial, que é exatamente nos setores onde nós temos mais cabos pendurados. Tenho certeza de que agora, pegando firme nisso daí com o Ministério Público junto, nós vamos conseguir dar uma arrumada boa na cidade.”

Segurança e parceria contra a clandestinidade

Além de resolver o problema estético e de segurança, a reunião também abordou a regularização das empresas. O prefeito reforçou sua disposição em ser parceiro das operadoras para solucionar o gargalo, inclusive oferecendo apoio para a correta destinação dos cabos retirados.

A promotora ressaltou a importância da iniciativa, que vai “muito além da estética”: “Fios soltos e abandonados representam um risco real à população e a ausência de uma ação coordenada mantém a cidade exposta a acidentes evitáveis. Reitero que este é um trabalho que se sustenta no esforço coletivo e na cooperação entre os diversos atores públicos e privados.”

O presidente da Agência de Regulação de Goiânia (AR), Hudson Novais, alertou que a prefeitura está à disposição para regularizar as operadoras que atuam na clandestinidade. “Quem continuar na clandestinidade terá os trabalhos interrompidos,” afirmou Novais, que também prometeu divulgar uma “lista positiva” com os nomes das empresas cadastradas e trabalhando legalmente, protegendo assim o consumidor.

Compromisso das Empresas

Os representantes do setor privado também confirmaram o compromisso com a nova força-tarefa:

  • André Abrão, gerente de relacionamento da Equatorial, reforçou que a distribuidora já fiscalizou e notificou mais de 50 mil irregularidades em Goiânia e se colocou como “parceiros de enorme relevância no projeto que está sendo aqui reestruturado.”
  • Romenig Júnior Antônio de Lima, presidente da Associação das Empresas Prestadoras de Serviços de Telecomunicação e Internet do Centro-Oeste, afirmou que a entidade fará um plano de ação, notificará provedores regulares sobre os fios soltos e fará um levantamento de provedores irregulares para a Prefeitura e a Anatel.

Com a coordenação da Prefeitura e o apoio do MP, o novo plano visa eliminar a poluição visual e garantir mais segurança aos goianienses, resolvendo um problema que se arrasta há anos na capital.

Os riscos de fios soltos e abandonados de telefonia e internet para a saúde e a segurança da população vão além da poluição visual, podendo causar acidentes graves e até fatais.

Embora o cabo de telefonia em si não transporte a alta tensão elétrica da rede de distribuição, ele gera riscos indiretos e diretos consideráveis.

Principais riscos à saúde e segurança da população

Os perigos dos cabos de telecomunicações soltos ou caídos podem ser categorizados da seguinte forma:

1. Risco de choque elétrico indireto (maior perigo)

Este é o risco mais grave. Quando um cabo de telefonia ou internet está solto ou pendurado, ele pode:

  • Tocar a Rede de Alta Tensão: Os cabos de telecomunicações (que usam baixa voltagem) ficam na parte de baixo dos postes, abaixo dos cabos de energia elétrica. Se um cabo de telefonia se soltar ou for arrebentado e entrar em contato com a rede de alta tensão da distribuidora (cabos energizados), ele pode ficar eletrizado e oferecer risco de choque fatal a qualquer pessoa que o toque na rua.
  • Derrubar Cabos de Energia: O peso acumulado de múltiplos cabos de telecomunicações não utilizados pode sobrecarregar e desequilibrar a estrutura do poste. Em casos extremos, esse acúmulo pode levar à queda de todo o poste ou dos cabos de energia elétrica, causando um acidente em larga escala.

2. Risco de acidentes de trânsito e quedas

  • Acidentes com Motoqueiros: Um fio de telefonia arrebentado, que fique atravessado na rua ou pendurado a uma altura baixa, se torna um perigo mortal para motociclistas e ciclistas, podendo causar ferimentos graves ou decapitação, pois o cabo funciona como um “cabo de aço”.
  • Tropeços de Pedestres: Fios jogados nas calçadas, em frente a portões ou amarrados de forma precária causam tropeços e quedas, representando um risco especial para idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida. As quedas podem resultar em fraturas, contusões e traumas.

3. Risco em casos de tempestades e incêndios

  • Dificuldade de Identificação: Em um cenário de tempestade, com postes caídos e fiação misturada, é quase impossível para a população distinguir um cabo de telefonia (baixo risco de choque) de um cabo de energia (alto risco de choque). A recomendação é jamais tocar em qualquer fio solto.
  • Propagação de Fogo: Em caso de incêndio em postes (causado por curto-circuito ou ligações clandestinas), a grande quantidade de fiação acumulada e abandonada serve como material combustível, podendo propagar rapidamente as chamas.

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Crédito da Imagem: Alex Malheiros/Secom

Redação GOYAZ

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