O fim do regime: como a Venezuela pode se reorganizar após Maduro
Prisão do líder abre caminho para cinco possíveis cenários de transição política

O fim do regime: como a Venezuela pode se reorganizar após Maduro – a captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos e sua imediata retirada do território venezuelano marcam o início do colapso estrutural de um dos regimes mais longevos da América Latina. Segundo análises mencionadas por cientistas políticos internacionais, mencionadas em textos publicados na Internet, com a cúpula do chavismo decapitada e o centro de comando em Caracas mergulhado em incertezas, o mundo observa atentamente como se dará a desarticulação final do sistema ditatorial e quais forças preencherão o vácuo de poder deixado pela operação militar de Donald Trump.
O fim do regime: como a Venezuela pode se reorganizar após Maduro
O futuro imediato da Venezuela depende agora de variáveis que vão desde a coesão das forças militares até a capacidade de organização das lideranças democráticas. A comunidade internacional, por meio de órgãos como a Organização dos Estados Americanos (https://www.oas.org), já discute os protocolos para restaurar a ordem constitucional. Nesse contexto, especialistas em geopolítica apontam cinco caminhos prováveis para a queda definitiva do regime e a estabilização do país.
O primeiro cenário aponta para uma ruptura na cúpula militar e a formação de um governo de transição. Sem a figura centralizadora de Maduro, o Alto Comando das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) pode buscar acordos de anistia para evitar julgamentos em tribunais internacionais. Caso os generais retirem o apoio ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), uma junta de transição composta por civis e militares moderados poderia assumir o poder com o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas (https://www.un.org).
Um segundo caminho seria a tentativa de ascensão de uma liderança interna do chavismo. Figuras do círculo próximo de Maduro, como Delcy Rodríguez ou Diosdado Cabello, poderiam tentar reivindicar a continuidade do governo sob a justificativa de resistência contra a intervenção estrangeira. No entanto, a falta de reconhecimento diplomático e o congelamento total de ativos internacionais dificultariam a manutenção da máquina estatal e do pagamento de salários aos servidores e soldados.
O terceiro cenário, mais alarmante para vizinhos como o Brasil, envolve a fragmentação territorial e um conflito de baixa intensidade. Sem um comando central, a Venezuela poderia se dividir em feudos controlados por grupos armados, milícias paramilitares e facções remanescentes do exército. Esse quadro exigiria uma mobilização robusta de agências humanitárias, como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (https://www.acnur.org), para conter crises de deslocamento populacional nas fronteiras.
O quarto caminho prevê uma administração internacional temporária. Caso o caos administrativo se instale, uma coalizão liderada por organismos globais poderia assumir a gestão de serviços básicos e da indústria petrolífera para evitar um desastre humanitário total. Esse modelo focaria na pacificação e na organização de um calendário eleitoral auditável por observadores como o Carter Center (https://www.cartercenter.org).
Por fim, o quinto caminho é o da revolta popular definitiva com a tomada de poder pela oposição. A notícia da prisão de Maduro pode servir como o incentivo final para que a população ocupe as ruas de forma massiva e permanente. Com as forças de segurança desorientadas, o reconhecimento imediato de um governo interino por Washington e pela União Europeia consolidaria a mudança de regime de forma acelerada, dando início à complexa tarefa de reconstruir as instituições democráticas venezuelanas.
Crédito da Imagem: IStock