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Operação Contenção: CIDH cobra explicações a Castro

Operação Contenção: CIDH cobra explicações a Castro: Operação Contenção volta ao centro do debate internacional após a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) reunir-se, nesta quinta-feira (4), com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no Palácio Guanabara. A missão oficial da entidade investiga possíveis violações que resultaram em 122 mortos na Penha, em 28 de outubro.

O encontro faz parte de uma agenda que inclui reuniões, até sábado (6), com familiares das vítimas e moradores que presenciaram a ação de mais de 2 mil agentes estaduais.

Operação Contenção: CIDH cobra explicações a Castro

Chefiada pelo mexicano José Luis Caballero, a delegação classificou a operação como “altamente letal” e afirmou buscar um “diálogo construtivo” com todos os níveis de governo. Segundo Caballero, o objetivo é estimular uma política de segurança que respeite direitos humanos e atinja o financiamento do crime, “não apenas por meio de incursões policiais”.

A CIDH integra a Organização dos Estados Americanos (OEA) e tem mandato para promover e fiscalizar direitos humanos no continente. Em Brasília, o grupo já se encontrou com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP); no Rio, considerou a postura de Castro “cordial e aberta”, embora o governador não tenha dado declarações públicas.

Ao término da visita, a comissão pretende apresentar, nas “próximas semanas”, um relatório com recomendações de “curto prazo, eficazes e concretas” para reduzir a mortalidade em operações policiais e aprimorar a cooperação técnica.

Os desdobramentos da Operação Contenção continuam. Esta semana, seis policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por supostamente desligarem câmeras corporais, furtarem um fuzil e peças de veículo, além de constrangerem moradores. A própria CIDH já havia condenado o “número extremamente alto de mortes” e cobrado investigação independente, punição dos responsáveis e reparação integral às famílias.

Levantamento citado pela comissão aponta que as polícias civil e militar do Rio mataram 1,2 mil pessoas entre janeiro de 2024 e agosto de 2025, maioria negra, reforçando um “padrão persistente de violência” em comunidades fluminenses.

O relatório da CIDH deverá detalhar boas práticas e medidas de responsabilização, tema que tende a pautar futuras reuniões entre o estado e organizações de defesa de direitos humanos.

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Tânia Rêgo/Agência Brasil

Redação GOYAZ

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