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Agressão na UPA Noroeste deixa quatro presos em Goiânia

Agressão na UPA Noroeste terminou com quatro pessoas presas em Goiânia, na noite de sábado (24), após ataques físicos e ofensas racistas contra enfermeiros e militares do Corpo de Bombeiros que atendiam um paciente em estado grave.

O tumulto começou quando acompanhantes exigiram atendimento imediato, furando a fila e ameaçando “quebrar tudo” caso não fossem priorizados. Na confusão, um enfermeiro foi chamado de “preto safado” e um bombeiro levou um tapa no rosto de uma mulher que vestia biquíni e short preto.

Agressão na UPA Noroeste deixa quatro presos em Goiânia

Vídeos gravados por funcionários mostram o grupo encurralando um socorrista perto do balcão de atendimento. Um dos agressores ainda subtraiu um equipamento funcional, posteriormente recuperado. O enfermeiro intensivista Aliomar Santos relatou xingamentos racistas e homofóbicos durante a triagem e disse ter acionado a Polícia Militar imediatamente.

Entenda a confusão

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o paciente M.S.A. chegou à unidade às 19h42 com um corte no dedo, acompanhado de três pessoas. Após abrir a ficha, o grupo invadiu a sala de classificação de risco e passou a agredir verbalmente o profissional responsável. Na recepção, cadeiras foram danificadas e objetos arremessados.

Integrantes do Corpo de Bombeiros que estavam na UPA contiveram os agressores até a chegada da PM. Os quatro suspeitos foram levados à Central de Flagrantes, onde acabaram autuados por lesão corporal, injúria racial, desacato e furto. Ninguém ficou ferido entre os militares.

Reação das autoridades

Em nota, o Ministério da Saúde voltou a condenar episódios de violência contra profissionais, lembrando que casos de injúria racial configuram crime inafiançável. Já o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás reforçou o compromisso com a segurança em unidades de saúde.

O enfermeiro agredido lamentou a frequência de ataques em UPAs. “Somos expostos todos os dias, sem segurança. Fica aqui o meu repúdio”, declarou. A pessoa em estado grave foi atendida após a situação ser controlada.

Casos semelhantes têm levado hospitais a reforçar protocolos de segurança, incluindo treinamento de equipes para lidar com agressões e instalação de câmeras em áreas comuns.

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Imagem: Arquivo/Reprodução

Redação GOYAZ

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