Celebridade

Pastor morto no Chapadão: irmã acusa PM de impedir socorro

Pastor morto no Chapadão foi a expressão que dominou as redes sociais nesta terça-feira (18) após a morte de Eduardo Oliveira dos Santos, 45 anos, atingido durante um tiroteio entre policiais militares e traficantes no Complexo do Chapadão, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Santos, que também trabalhava como pintor, voltava de bicicleta de um serviço quando decidiu visitar a mãe e a irmã, a missionária Tatiana dos Santos. O encontro terminou em tragédia: um disparo nas costas derrubou o religioso a poucos metros de casa, segundo relatos da família.

Pastor morto no Chapadão: irmã acusa PM de impedir socorro

Em entrevista por telefone, Tatiana afirmou ter sido impedida por agentes do 41º BPM (Irajá) de prestar ajuda imediata. “Meu irmão pedia minha ajuda e os PMs não me deixavam socorrer”, relatou, emocionada. Um vídeo que circula nas redes mostra o pastor caído, sendo carregado por moradores em meio ao desespero.

A missionária questiona a possibilidade de confusão apontada por policiais. “Ele só segurava a bicicleta. Confundiram bicicleta com fuzil?”, indagou. Santos deixa três filhos, de 12, 14 e 18 anos.

Mesmo levado às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento de Ricardo de Albuquerque, o pastor chegou sem vida. O corpo foi transferido para o Instituto Médico-Legal (IML), mas familiares enfrentaram dificuldades para liberar o cadáver nesta manhã devido a nova operação do 41º BPM, que fechou acessos à comunidade e manteve barricadas em chamas nas vias.

Segundo a Polícia Militar, um procedimento interno foi instaurado para apurar as circunstâncias do disparo. Já a Polícia Civil registrou o caso na 31ª DP e o encaminhou à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Diligências continuam. Dados do Agência Brasil mostram que operações em áreas conflagradas costumam paralisar serviços públicos: ontem, 12 escolas municipais e uma unidade de saúde suspenderam atividades na região.

No fim da tarde de segunda-feira, parentes e amigos bloquearam a Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, na Pavuna. Criminosos retiraram chaves de três ônibus, usando-os como barricadas durante o protesto.

O caso reacende o debate sobre protocolos de atuação policial e o impacto em comunidades cariocas. Para acompanhar outras reportagens sobre segurança pública e desdobramentos desta investigação, acesse nossa editoria de Cidades.

Foto: Reprodução

Redação GOYAZ

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