Política

Castro recebe Alexandre de Moraes no Rio na segunda

Castro recebe Alexandre de Moraes no Rio na segunda e garante que o encontro ocorrerá no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), “a casa das polícias”, em vez do Palácio Guanabara. A declaração foi feita nesta quinta-feira (11) durante reunião com parlamentares que analisavam a megaoperação estadual que resultou em 121 mortos, entre eles quatro agentes.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, abriu a agenda no CICC pela manhã para deputados federais, estaduais e o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). No grupo, estavam o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Castro recebe Alexandre de Moraes no Rio na segunda

Ao chegar por volta de 12h30, o governador Cláudio Castro reafirmou que “não teme órgão de controle algum” e citou a ADPF 635, agora sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. “O Estado não escondeu corpo algum. Preservamos a área para perícia isenta”, disse, em resposta a críticas sobre supostos abusos na Operação Contenção.

O requerimento da visita foi apresentado pelo deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ), que descreveu a capital fluminense como “cenário de guerra civil”. Também participaram Roberto Monteiro Pai (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Julio Lopes (PP-RJ) e Rosângela Gomes (Republicanos-RJ).

No campo político, dez deputados da oposição protocolaram pedido de CPI na Assembleia Legislativa do Rio para apurar responsabilidades pela operação, considerada a mais letal da história do estado. A proposta, de autoria de Marina do MST (PT), prevê ainda a verificação do cumprimento das limitações impostas pela ADPF 635 definida no Supremo Tribunal Federal.

Os confrontos nos complexos do Alemão e da Penha deixaram quatro policiais mortos e 13 feridos – nove militares e quatro civis. Dois PMs permanecem em estado grave no Hospital Central da corporação. Familiares de alguns dos 117 civis mortos alegam que vítimas estavam rendidas ou foram baleadas pelas costas.

Apesar das críticas, o governo celebra o resultado: 118 armas apreendidas (91 fuzis), 14 artefatos explosivos retirados de circulação, 113 presos – 33 oriundos de outros estados – e a apreensão de dez adolescentes.

A confirmação da visita de Alexandre de Moraes reacende o debate sobre estratégias de segurança pública e a relação entre Estado e Judiciário em operações de grande porte.

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Crédito: Reprodução

Redação GOYAZ

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