PCGO alerta para fraude do falso familiar após prisões em Goiânia
Vítima de 71 anos transferiu cerca de 3 mil reais para criminosos que simularam ser parentes em aplicativo de mensagens

PCGO alerta para fraude do falso familiar após prisões em Goiânia: a Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), prestou apoio à Polícia Civil do Rio Grande do Sul na deflagração da Operação Fake Family nesta terça-feira (10).
A ofensiva integra a Operação Verão e visa desarticular um grupo criminoso especializado em estelionato por meio de fraude eletrônica. As ações conjuntas foram coordenadas pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC) e pela Delegacia de Arroio do Sal, conforme registrado no Diário Oficial do Estado.
PCGO alerta para fraude do falso familiar após prisões em Goiânia
As diligências ocorreram no município de Goiânia, onde os agentes cumpriram quatro ordens de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão.
Todas as medidas judiciais foram expedidas pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Sul após a identificação de que a base operacional do grupo estava situada na capital goiana. O material apreendido será periciado para identificar outros envolvidos na rede de fraudes.
A investigação apurou que os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por familiares das vítimas. O grupo induzia as pessoas ao erro mediante falsas alegações de urgência para solicitar transferências bancárias via Pix.
De acordo com o inquérito, após o recebimento dos valores, o dinheiro era movimentado rapidamente entre contas de terceiros para dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle financeiro.
O caso que originou a investigação teve como vítima um homem de 71 anos, residente em Arroio do Sal (RS). O idoso sofreu um prejuízo financeiro de R$ 2.997,00 após ser enganado por criminosos que simularam ser seu filho.
A Polícia Civil alerta para que cidadãos verifiquem a identidade de familiares por canais oficiais antes de realizar qualquer transação financeira solicitada por mensagens de texto.
A integração entre as polícias civis de diferentes estados faz parte de uma estratégia nacional de combate ao crime organizado e a crimes cibernéticos. O apoio operacional da Deic goiana foi fundamental para a localização dos alvos no estado. O processo seguirá agora sob a jurisdição gaúcha, onde os detidos devem responder por estelionato e associação criminosa.