PCGO investiga desvio de R$ 1,8 milhão em emendas da Secult
A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia e na Região Metropolitana. O foco da investigação são duas emendas parlamentares que passaram pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) entre 2023 e 2024, na gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (Solidariedade)

PCGO investiga desvio de R$ 1,8 milhão em emendas da Secult: a Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou nesta quinta-feira (31) a Operação Picadeiro, uma ação de combate à corrupção que investiga o desvio de aproximadamente R$ 1,8 milhão em emendas parlamentares municipais.
PCGO investiga desvio de R$ 1,8 milhão em emendas da Secult
As investigações, conduzidas pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), apontam ilegalidades no repasse de verbas para duas organizações não governamentais (ONGs) com supostos vínculos familiares e econômicos.
A operação, que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia e na Região Metropolitana, se concentra em duas emendas parlamentares que tramitaram na Secretaria Municipal de Cultura (Secult) entre 2023 e 2024, durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (Solidariedade).
Uma das emendas, no valor de R$ 1,5 milhão, tinha como finalidade a realização de eventos circenses. A segunda, de R$ 339,2 mil, era destinada a eventos culturais.
Segundo a investigação, as duas ONGs, embora tenham CNPJ diferentes, são controladas por um mesmo grupo familiar ou econômico. A Polícia Civil constatou que as entidades não funcionam nos endereços declarados e não possuem histórico, capacidade técnica ou material para executar os projetos propostos.
Além disso, a apuração identificou diversas irregularidades nos termos de fomento, como a ausência de parecer técnico, cronograma de desembolso, prestação de contas e previsão de receitas e despesas. Também não foram designados gestores responsáveis pelos projetos ou constituídas comissões de monitoramento, o que levanta suspeitas sobre a seriedade e a legitimidade dos contratos.
A Operação Picadeiro busca coletar mais provas para determinar a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos, incluindo possíveis beneficiários dos desvios de recursos públicos.