GoiƔs

PECUƁRIA šŸ‚ Agrodefesa certifica fazendas como livres de brucelose e tuberculose

Fazenda Santa Rosa, que cria vacas holandesas, foi certificada como livre de brucelose e tuberculose

Duas fazendas de GoiÔs foram certificadas pela Agência Goiana de Defesa AgropecuÔria (Agrodefesa) como propriedades livres de brucelose e tuberculose. Uma delas é a fazenda BÔlsamo, localizada no município de Guapó, cuja atividade principal é a produção leiteira.

O proprietÔrio é o pecuarista João Vicente Rodrigues Borges que, com assistência técnica do médico veterinÔrio habilitado Vilton Francisco de Assis Júnior, adotou todas as medidas sanitÔrias e normas do Mapa para obter a certificação.

A outra propriedade certificada é a Fazenda Santa Rosa, localizada no município de Caturaí, pertencente ao criador Mauro Miranda Soares, que recebe consultoria técnica do médico veterinÔrio habilitado Hélio Bernardes Pires Júnior. Em ambas as fazendas, a validade de certificação é de um ano.

JosĆ© Essado, presidente da Agrodefesa, observa que a prevenção e combate Ć  brucelose e a tuberculose fazem parte das aƧƵes sanitĆ”rias da AgĆŖncia, que inclusive estimula os criadores a buscarem o status de propriedade livre dessas doenƧas. ā€œA grande vantagemĀ Ć© agregar valor Ć  produção e ao plantel, alĆ©m de que por um ano aĀ propriedade nĆ£o precisarĆ” apresentar atestadosĀ de exames negativosĀ de brucelose e tuberculose no transporte dos animais para dentro e fora do Estado e/ou para participarĀ de eventos agropecuĆ”riosā€, reforƧa.

Importância

João Vicente Borges afirma que a condição de ser uma unidade de produção pecuÔria livre de brucelose e tuberculose é de grande relevância, primeiro pela certeza de sanidade dos animais e depois porque, especialmente no seu caso, o leite é processado cru, para produção de queijos artesanais cujo sistema de produção é inspecionado pela Agrodefesa e por isso mesmo jÔ são detentores do Selo Arte.

ā€œA saĆŗde do rebanho Ć© fundamental para garantirmos a oferta de produtos de qualidade ao mercado consumidor, sem qualquer risco para a saĆŗde das pessoasā€, afirma JoĆ£o Vicente. Ele ressalta tambĆ©m que atuar com transparĆŖncia e conquistar credibilidade sĆ£o aspectos fundamentais. ā€œA expectativa Ć© que os investimentos feitos possam resultar tambĆ©m em agregação de valor inclusive na comercialização dos animais. Nossa intenção Ć© continuar trabalhando para manter a certificaçãoā€, arrematou ele.

Normas tƩcnicas

Todos os pecuaristas interessados podem buscar a certificação de propriedade livre de brucelose e tuberculose. Para tanto, precisa implementar e cumprir os requisitos sanitÔrios previstos no Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, regulado pela Instrução Normativa nº 10, de 3 de março de 2017, da Secretaria de Defesa AgropecuÔria (SDA) do Mapa que, inclusive delegou ao Serviço VeterinÔrio Oficial de GoiÔs (Agrodefesa) a função para realizar a certificação. (Leia Aqui).

A adesão do criador é voluntÔria, mas é fundamental o cumprimento das normas técnicas na propriedade. Mesmo após receber a certificação, o título pode ser suspenso se ao longo do período houver a detecção de um ou mais animais reagentes positivos em teste realizado por médico veterinÔrio habilitado ou médico veterinÔrio oficial ou ainda após confirmação de suspeita clínica. A certificação é restabelecida após a regularização da condição sanitÔria na propriedade. (Capa: Fazenda Santa Rosa)

Passos para obter a certificação

  • Cumprir as medidasĀ de controle e erradicação previstas na IN DSA nĀŗ 10,Ā de 3/3/2017
  • Ter supervisĆ£o tĆ©cnicaĀ de mĆ©dico veterinĆ”rio habilitado no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT)
  • Utilizar sistemaĀ de identificação individual dos animais, aprovado pelo ServiƧo VeterinĆ”rio Oficial
  • Custear as atividadesĀ de controle e erradicação da brucelose ou da tuberculose
  • Vacinar todas as fĆŖmeas, entre trĆŖs e oito mesesĀ de idade, contraĀ brucelose
  • Realizar dois testesĀ deĀ rebanho negativos consecutivos, com intervaloĀ de seis a doze meses, sendo o segundo paraĀ brucelose em laboratório da Rede NacionalĀ deĀ Laboratórios AgropecuĆ”rios do Sistema UnificadoĀ deĀ Atenção Ć  Sanidade AgropecuĆ”ria (Laboratórios FederaisĀ de Defesa AgropecuĆ”ria e laboratórios credenciados pelo Mapa)
  • Realizar dois testesĀ de rebanho negativos consecutivos para tuberculose feitos em bovinos e bubalinos a partirĀ deĀ seis semanasĀ deĀ idade, num intervaloĀ deĀ seis a doze meses

AgĆŖncia Goiana de Defesa AgropecuĆ”ria – Governo de GoiĆ”s Ā 

Redação GOYAZ

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