
PF realiza mudança em diretoria estratégica contra o crime: a Polícia Federal (PF) realizou nesta terça-feira (1º) uma mudança estratégica em sua cúpula: a Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), responsável por investigações de crime organizado, crimes fazendários e corrupção, tem um novo comando.
Ricardo Saadi, que ocupava o cargo desde o início do terceiro mandato do presidente Lula e era uma indicação do diretor-geral Andrei Rodrigues, deixará a Dicor. Ele assumirá agora a presidência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Unidade de Inteligência Financeira do Brasil.
PF realiza mudança em diretoria estratégica contra o crime
O órgão é responsável por receber e analisar informações financeiras, comunicando-as às autoridades competentes.
A experiência de Saadi na repressão a crimes financeiros foi um fator determinante para sua escolha. Ele já foi conselheiro do próprio Coaf, chefiou unidades especializadas da PF em São Paulo e em Brasília, e atuou em cooperação internacional com a Europol, nos Países Baixos.
O governo avalia que a atuação de Saadi no Coaf será estratégica, especialmente diante do uso crescente do sistema financeiro por organizações criminosas para movimentar recursos ilícitos. Saadi, por sua vez, comunicou a interlocutores que acredita que, nessa nova função, poderá contribuir ainda mais no combate ao crime organizado. A data de sua posse ainda não foi definida.
Novo Diretor da Dicor: Delegado Dennis Cali
Quem assume o comando da Dicor é o delegado Dennis Cali, cujo nome já estava cotado desde o início do ano. Cali é uma referência no combate a facções criminosas.
Antes, ele atuou como o “número 2” da PF em São Paulo e já foi chefe da delegacia do Aeroporto de Guarulhos, onde bateu recordes de apreensão de drogas e prisões de traficantes.
O delegado já está em Brasília, participando de reuniões estratégicas para montar sua equipe.
É na Dicor que correm investigações importantes, como a de fraudes bilionárias no INSS (envolvendo descontos indevidos em contracheques de idosos), além de inquéritos contra políticos com foro privilegiado. A diretoria agora passa por essa importante reformulação em seu comando.