Piloto da Yamaha reduz perda em retas com desempenho superior em trechos sinuosos de Goiânia
Fabio Quartararo compensa déficit de velocidade e termina prova curta entre os dez primeiros

O desempenho de Fabio Quartararo na prova sprint do Grande Prêmio do Brasil evidenciou um contraste entre a eficiência ciclística da Yamaha e a falta de potência do motor japonês no Autódromo de Goiânia.
Mesmo registrando uma velocidade final inferior em 12 km/h na comparação direta com os protótipos da Ducati e da KTM, o piloto francês conseguiu sustentar uma posição competitiva, finalizando a disputa em uma zona de pontuação que superou as projeções iniciais da equipe.
O resultado foi obtido por meio de uma pilotagem focada na manutenção de velocidade em curva e em frenagens tardias, áreas onde o modelo M1 ainda demonstra equilíbrio em relação aos concorrentes.
A análise dos setores do circuito goiano aponta que a perda de tempo nas retas foi mitigada por ganhos consistentes nos trechos mais travados da pista. Quartararo utilizou o chassi da Yamaha para realizar trajetórias que permitiam uma aceleração mais precoce na saída das curvas, compensando parcialmente a menor velocidade de ponta.
O piloto destacou que, para manter o ritmo, foi necessário operar no limite da aderência dianteira durante toda a prova, uma estratégia que exige precisão absoluta para evitar quedas. Esse comportamento técnico permitiu que o francês se defendesse de ataques diretos, mesmo sendo ultrapassado com facilidade nos pontos de maior velocidade do traçado.
A longo prazo, a atuação em Goiânia serve como um diagnóstico para o departamento de engenharia da marca. Embora a agilidade do protótipo tenha se mostrado um trunfo em setores específicos, a vulnerabilidade nas retas impede que o piloto lute pelas posições de pódio em condições normais de pista seca.
A equipe técnica trabalha agora no refinamento da eletrônica para tentar extrair maior torque nas saídas de curva, visando diminuir a exposição do piloto aos adversários nas zonas de aceleração máxima. A consistência demonstrada por Quartararo reforça a necessidade de evolução no propulsor para que as qualidades dinâmicas da moto sejam totalmente aproveitadas em circuitos com retas extensas.