
Polícia Civil prende homem que chantageava vítima com foto de criança: a Polícia Civil de Goiás, atuando por meio do 5° Distrito Policial de Aparecida de Goiânia – 2º DRP, efetuou a prisão em flagrante de um homem de 60 anos na última terça-feira, dia 19 de novembro. O indivíduo é investigado pelo crime de extorsão. O ato criminoso foi praticado contra uma vítima que também reside em Aparecida de Goiânia.
A vítima, um homem de 42 anos, compareceu à unidade policial para formalizar o registro da ocorrência. Durante o atendimento, enquanto estava na delegacia, ele recebeu novas mensagens de ameaça.
Polícia Civil prende homem que chantageava vítima com foto de criança
O conteúdo das mensagens, enviadas por texto e áudio, era claramente intimidador. Entre as ameaças verbais recebidas, estava a frase “Vira homem quero dar um tiro na tua cara”. O objetivo do autor era constranger a vítima a realizar o pagamento de uma dívida de natureza financeira.
A vítima relatou aos policiais que havia inicialmente tomado “emprestado” um montante de R$ 82 mil, realizado em diversos pagamentos fracionados. Apesar disso, ele já havia quitado um valor superior a R$ 118 mil. Isso representa um total de R$ 36 mil pagos apenas a título de juros abusivos.
A situação de temor se agravou significativamente nos dias que antecederam a prisão. O investigado enviou à vítima uma foto da filha menor dela no momento em que a criança entrava na escola. Essa ação causou grande receio pela integridade física da menina e de toda a família.
Diante do conhecimento do fato e da gravidade das ameaças, especialmente as recebidas na presença da equipe, a autoridade policial e sua equipe iniciaram imediatamente as diligências. A rápida ação possibilitou a prisão em flagrante do autor das ameaças.
A conduta de forçar alguém a pagar uma dívida, utilizando-se de grave ameaça, está tipificada como crime de extorsão. A legislação penal prevê para este delito uma pena de reclusão que varia de 4 a 10 anos, além de multa.
O homem detido foi conduzido à delegacia, onde foi formalizado o auto de prisão em flagrante. Na fase de interrogatório policial, o conduzido optou por exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio.
Crédito da Imagem: PCGO