
Polícia encontra arsenal de emagrecedores ilegais em residência no Condomínio Parque Cerrado: a Polícia Civil de Goiás, atuando por meio da Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão de Goiânia (1ª DRP), descobriu e apreendeu uma grande carga de medicamentos destinados ao emagrecimento que estavam sendo armazenados ilegalmente.
A ação teve início após informações indicarem que os produtos estavam guardados em uma residência no Condomínio Parque Cerrado I, no bairro Garavelo, em Goiânia. Com o deslocamento da equipe ao local, foram encontrados e apreendidos diversos fármacos sem registro e não regulamentados pelas autoridades sanitárias competentes.
Polícia encontra arsenal de emagrecedores ilegais em residência no Condomínio Parque Cerrado
A apreensão revelou uma variedade de produtos, muitos deles sem liberação para comercialização no Brasil, ou em fase de testes, o que representa um grave risco à saúde pública. Entre os itens confiscados, a Polícia Civil de Goiás listou 13 caixas de Retatrudite, um medicamento que ainda está em fase de testes e não é regulado por entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, foram apreendidas 16 unidades de Durateston Plus Gold, ampolas das substâncias Tirzec 15, TG 12,5, TG 15 e TG 7,5, além de diversas embalagens de doses variadas de TG (5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg, e 15 mg) e Lipoless 5. Também foram localizadas seringas e bulas desses medicamentos.
Diante da magnitude e da natureza irregular dos produtos, a equipe policial realizou a apreensão imediata de todo o material. O procedimento foi formalizado na Central de Flagrantes, resultando na imputação da prática da conduta de distribuir medicamento sem registro do órgão regulador. Essa prática é um crime previsto no artigo 273, §1Bº, inciso I, do Código Penal Brasileiro.
O artigo 273 do Código Penal trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A legislação brasileira exige que a distribuição de qualquer medicamento para uso humano tenha o devido registro e a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que garante a segurança e a eficácia do produto para o consumidor final. A ausência desse registro configura crime hediondo, com pena de reclusão que varia de 10 a 15 anos, além de multa. O caso segue sob investigação para apurar a origem exata da carga, o destino final dos medicamentos e a extensão da rede de distribuição ilegal em Goiânia.
Crédito da Imagem: IA