
Portos brasileiros projetam crescimento com alívio em tarifas americanas: a recente lista de isenções do “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve impulsionar uma nova onda de exportações nos portos do Brasil.
O movimento se concentra em itens como suco de laranja, celulose e petróleo, que foram excluídos da taxação de 50% imposta pelo governo de Donald Trump.
Portos brasileiros projetam crescimento com alívio em tarifas americanas
Essa não é a primeira vez que o setor de exportação se movimenta rapidamente devido às decisões de Trump. A primeira “corrida” ocorreu em julho, logo após o anúncio inicial das tarifas.
Na época, exportadores de café, carne e celulose anteciparam o envio de mercadorias para evitar as sobretaxas, resultando em um aumento de 96% no embarque de proteínas animais nas primeiras semanas do mês.
Agora, a expectativa é que os produtos isentos voltem a ter um ritmo de exportação acelerado.
A imprevisibilidade das decisões econômicas de Trump, somada à quebra da barreira comercial para esses itens, faz com que os exportadores busquem aproveitar o momento favorável, sem a ameaça de novas tarifas.
Prazos e Desafios para Exportadores
Apesar da urgência, a nova rodada de tarifas entrará em vigor em 7 de agosto, o que impede a antecipação de envios para produtos não isentos, como o café.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) esclarece que as tarifas são aplicadas no momento em que a mercadoria chega aos Estados Unidos, e não quando sai do porto brasileiro.
Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a viagem de um navio carregado de Santos para os principais portos americanos leva, em média, de 14 a 18 dias. Fatores como rotas alternativas, escalas ou condições climáticas podem estender esse tempo para até 30 dias, tornando inviável a tentativa de driblar a taxação para produtos que cheguem após o prazo.