Perícias médicas da prefeitura geram R$ 3,5 milhões em poupança
Esse valor é resultado da redução de mais de 17 mil dias de afastamentos de servidores

Perícias médicas da prefeitura geram R$ 3,5 milhões em poupança: em uma audiência pública na Câmara de Goiânia na última terça-feira (27/5), o secretário municipal de Administração (Semad), Celso Dellalibera, apresentou um balanço que revela uma economia de R$ 3.548 milhões entre abril e maio de 2025. Esse valor é resultado da redução de mais de 17 mil dias de afastamentos de servidores.
Perícias médicas da prefeitura geram R$ 3,5 milhões em poupança
A economia foi impulsionada pelo contrato de dois meses com o Serviço Social da Indústria (Sesi), que reforçou o trabalho da Junta Médica do município nas perícias dos servidores.
Nos primeiros cinco meses deste ano, 7.735 servidores foram afastados, com uma remuneração média diária de R$ 3.447,35 para os afastados.
No período, foram avaliadas solicitações que totalizavam 44.285 dias (com uma média de 33 dias úteis por atestado apresentado). Desse total, 17 mil dias foram indeferidos, representando uma redução de 38,54% entre o que foi solicitado e o que foi concedido.
“Ao assumirmos a secretaria, nos deparamos com um volume significativo de atestados sem revisão, sem terem sido passados pela Junta. Só em 2024, foram lançados 26 mil atestados médicos, acumulados desde 2019. É um acúmulo que prejudica tanto o servidor quanto o caixa da prefeitura”, sustentou o titular da Semad.
Reforço e Reestruturação da Junta Médica
O secretário pontuou que esse contexto levou à decisão de contratar o Sesi para agilizar os novos pedidos de licença. Quanto aos atestados pendentes, que somam 11.192 casos represados desde 2019, eles continuam sendo avaliados pela Junta Médica do município.
“A contratação do Sesi visa colocar em dia as perícias médicas que não estavam feitas em tempo hábil, e já sinaliza uma economia de R$ 3,6 milhões nesse curto período, que começou dia 7 de abril, até a presente data”, destacou Dellalibera.
Ele garantiu que a Junta Médica não será extinta. “O que estamos fazendo é transferir a Junta, da atual sede, para o Paço [Municipal], onde serão centralizadas todas as atividades administrativas da prefeitura, visando tanto a economia, com a redução de imóveis alugados, como também interagindo melhor com todas as unidades administrativas da prefeitura”, afirmou Dellalibera.
A transferência da Junta Médica para o Paço Municipal, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Administração, representa um avanço estratégico para fortalecer as políticas de atenção à saúde do trabalhador.
Essa mudança busca, entre outros aspectos, ampliar a assistência prestada ao servidor por meio de uma equipe multiprofissional, composta por médicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde, promovendo uma abordagem mais integrada e humanizada no Centro de Saúde do Servidor.
Impacto no Contingente de Servidores
Atualmente, o Paço Municipal abriga 5,3 mil servidores, e esse número chegará a 7 mil ou 7,5 mil com a concentração de todas as secretarias. Trata-se, portanto, do maior contingente da prefeitura, que também contará com a Junta Médica em um espaço otimizado.
De acordo com o secretário, a Junta Médica deverá ser transferida para o Paço Municipal até junho.
“E passará a executar um trabalho muito importante, de participação nos processos de identificação dos principais problemas que causam o afastamento dos servidores, objetivando cuidar deles e, também, para o estabelecimento de políticas que nos permitam antecipar qualquer problema que esteja ocorrendo, ou seja, além de tratar, vai ser um trabalho integrado aqui conosco para que participe efetivamente de toda essa política de zelo e cuidado do servidor”, concluiu Dellalibera.
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