
Prefeitura de Goiânia e médicos definem cronograma para negociar fim de greve: o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) reuniu-se na quarta-feira (14/1) com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia e o Ministério Público. A audiência buscou estabelecer um canal de diálogo para o encerramento da paralisação da categoria, iniciada no dia 13 de janeiro.
Prefeitura de Goiânia e médicos definem cronograma para negociar fim de greve
O Ministério Público propôs o fim imediato do movimento grevista em troca da abertura de uma mesa de negociação permanente. A categoria médica, no entanto, optou pela manutenção da paralisação, sob o argumento de que a medida é necessária para questionar as condições de trabalho na rede municipal de saúde.
A administração liderada pelo prefeito Sandro Mabel foi representada pelo secretário de Saúde, Luiz Pellizzer, e por membros da procuradoria e assessoria técnica do município. Pelo lado dos profissionais, participaram diretores do Simego, assessoria jurídica e representantes do Sindsaúde, que acompanham os desdobramentos da Política de recursos humanos da pasta.
O impasse central concentra-se no edital de chamamento 003/2025, destinado ao credenciamento de profissionais de saúde. Segundo o Simego, o documento apresenta pontos críticos, como a previsão de redução de honorários em até 35% e cláusulas de responsabilidade civil e criminal para os prestadores de serviço.
As entidades sindicais apontam que o modelo de contratação gera insegurança jurídica e pode impactar a qualidade da assistência nas unidades de urgência e emergência das Cidades. A gestão municipal declarou haver disposição para o diálogo, mas mencionou limitações orçamentárias decorrentes de dívidas herdadas de exercícios anteriores.
Como encaminhamento da reunião, o Simego realizará uma análise técnica detalhada do edital 003/2025 para identificar as cláusulas consideradas prejudiciais ao funcionamento do SUS. Este relatório deve ser apresentado até a próxima segunda-feira (19/1), conforme solicitado pelo Ministério Público.
A prefeitura de Goiânia comprometeu-se a analisar as reivindicações e apresentar uma eventual contraproposta até o dia 21 de janeiro. A gestão também assegurou que não aplicará medidas punitivas contra os profissionais que aderiram ao movimento grevista durante o período de negociação.
Ficou definida ainda a suspensão do prazo de entrada em vigor da portaria número 13, de 12 de janeiro de 2026, até o dia 28 de fevereiro. Uma nova rodada de negociações está agendada para o dia 22 de janeiro, às 14h, na sede do Ministério Público, para dar continuidade ao debate sobre a assistência e o Esporte (se houver interface com áreas de lazer e saúde coletiva) ou demais serviços públicos integrados.
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