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Megaoperação da PCGO atinge rede de golpistas em 9 estados

Crimininosos se passavam por intermediários na compra e venda de milho, lesando produtores em Goiás e nove outros estados. A Polícia Civil cumpriu mais de 80 medidas judiciais, visando desarticular um esquema que movimentou R$ 120 milhões ao longo de cinco anos

Megaoperação da PCGO atinge rede de golpistas em 9 estados:Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Rio Verde – 8ª Delegacia Regional de Polícia, deflagrou nesta terça-feira (7) a grandiosa Operação “Agrofraude”. O objetivo é desmantelar uma complexa associação criminosa especializada na prática de estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, que causou prejuízos milionários a produtores rurais de todo o Brasil.

As investigações tiveram início a partir de diversas denúncias de vítimas, principalmente em Rio Verde, uma das capitais do agronegócio goiano, lesadas pelo conhecido golpe do “falso intermediário” na comercialização de grãos de milho. O esquema sofisticado explorava a confiança e a agilidade nas transações do setor.

Megaoperação da PCGO atinge rede de golpistas em 9 estados

A mecânica do golpe era meticulosamente planejada: Os criminosos se apresentavam como compradores legítimos junto a corretores de grãos, obtendo acesso a informações sensíveis e reais sobre produtos disponíveis em diversas fazendas – incluindo fotos, vídeos, detalhes sobre a qualidade do grão e quantidade exata. De posse desses dados privilegiados, eles então se posicionavam como vendedores para outros corretores e compradores, concretizando negócios fraudulentos. As vítimas, acreditando na legitimidade da transação, realizavam pagamentos ou entregavam os grãos, mas jamais recebiam os produtos ou o dinheiro devido.

A astúcia do grupo já havia vitimado mais de 10 produtores apenas no município de Rio Verde, gerando um prejuízo inicial estimado em R$ 1 milhão nesta localidade. No entanto, aprofundamento das investigações revelou a verdadeira dimensão da fraude.

A Extensão da Organização Criminosa e a Operação Multiestadual

Ao longo da apuração, a PCGO conseguiu identificar mais de 41 indivíduos envolvidos diretamente no esquema criminoso. A análise de suas movimentações financeiras revelou que a quadrilha operava há pelo menos cinco anos, tendo movimentado um montante que supera R$ 120 milhões, valores totalmente incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Para desarticular a rede, a Operação “Agrofraude” mobilizou diversas unidades da Polícia Civil de diferentes estados, cumprindo simultaneamente:

  • 41 mandados de prisão temporária;
  • 46 mandados de busca e apreensão domiciliar;
  • Além de medidas de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, visando a recuperação dos valores subtraídos e a descapitalização do grupo.

A operação se estendeu por nove estados brasileiros, com ações coordenadas nas cidades de Cuiabá/MT; Várzea Grande/MT; Brasília/DF; Paraguaçu Paulista/SP; Cascavel/PR; Joinville/SC; Portão/RS; Manaus/AM; Rio Branco/AC; e São Gonçalo do Piauí/PI, demonstrando a capilaridade da atuação criminosa e o esforço conjunto das forças de segurança.

Crimes e Próximos Passos

Os indivíduos detidos e investigados responderão por crimes graves previstos no Código Penal e na legislação complementar, incluindo:

  • Estelionato Qualificado pela Fraude Eletrônica (Art. 171, §2º-A), que prevê penas mais severas pela utilização de meios tecnológicos na execução do golpe;
  • Associação Criminosa (Art. 288), pela união de três ou mais pessoas para o fim de cometer crimes;
  • Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98), pela ocultação ou dissimulação da origem, localização, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.

A PCGO reforça a importância da atenção e da verificação de informações para produtores rurais e comerciantes de grãos, alertando para a necessidade de confirmar a idoneidade de todos os intermediários e empresas envolvidas nas transações para evitar novas vítimas desse tipo de golpe. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar o máximo de prejuízo causado.

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Crédito da Imagem: PCGO

Redação GOYAZ

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