Esporte

CBF mantém critérios técnicos para convocação de Neymar e veta termo

Samir Xaud afirmou que a decisão sobre convocações cabe ao treinador e que a aptidão física será exigida, e confirmou veto ao uso do termo 'Brasa' no uniforme.

O presidente da CBF, Samir Xaud, reafirmou a postura institucional da entidade sobre a eventual convocação de Neymar para a Copa do Mundo, com foco exclusivo em critérios técnicos. A declaração foi feita durante deslocamento da delegação aos Estados Unidos para o amistoso com a seleção francesa no Gillette Stadium, em Boston, ocasião de observação direta do grupo.

A comissão técnica tem reforçado em coletivas que a condição física será requisito determinante para compor a lista final, sem favorecimento individual e com avaliação médica padronizada. O posicionamento oficial explicitou que apenas atletas em melhores condições de preparo entrarão no grupo, garantindo isonomia no processo de escolha até a convocação definitiva.

Em entrevista a veículo esportivo no local, Xaud afirmou encarar com tranquilidade eventual ausência de um jogador específico, ressaltando que a decisão decorre de critérios técnicos e médicos. O dirigente reiterou que o treinador Carlo Ancelotti e sua equipe detêm plena autonomia para definir a lista, atribuindo a eles a responsabilidade final sobre as convocações.

Xaud deixou claro que a prerrogativa de seleção é da comissão técnica e que a decisão definitiva cabe ao treinador sem interferência administrativa da confederação. Segundo ele, a atribuição formal garante transparência e distribuição de responsabilidades em eventos internacionais, com cronograma de avaliações e relatórios submetidos à direção esportiva.

O presidente também comentou a polêmica gerada pela inserção do termo ‘Brasa’ em peça promocional vinculada ao uniforme principal da seleção, afirmando surpresa diante da repercussão. Ele informou que vetou o uso da expressão no manto oficial e que orientou a manutenção das cores tradicionais, com medidas imediatas para evitar nova ocorrência semelhante.

A justificativa apresentada pela fabricante sobre a escolha foi exposta por uma das responsáveis pelo design da linha, a qual descreveu conceitos usados na campanha publicitária. O uniforme amarelo foi lançado oficialmente no sábado (21) com ampla divulgação, mas logo despertou reações negativas de parte da torcida nas redes sociais e em fóruns especializados.

A pressão pública levou a confederação a rever o uso do termo e a promover esclarecimentos sobre o caráter pontual da ação de marketing vinculada ao produto de exposição. Em entrevista à emissora esportiva na quinta-feira (26), Xaud disse ter sido surpreendido pelo episódio e justificou o veto em nome da preservação do símbolo nacional.

O dirigente acrescentou que não haverá a inserção do termo no uniforme de jogo principal da seleção e que toda a comunicação oficial seguirá padrões previamente aprovados pela confederação. A declaração teve objetivo explícito de tranquilizar a população e dirigentes regionais, reafirmando compromisso com as tradições cromáticas do país e com o uso responsável da marca.

No plano esportivo, a confederação detalhou a sequência de exames e avaliações físicas aplicadas aos atletas, com protocolos padronizados e prazos estabelecidos antes da entrega da lista final à FIFA. Fontes internas disseram que relatórios periódicos serão encaminhados à direção técnica para subsidiar decisões sobre convocados e reservas, com reuniões semanais para reavaliar condicionamento e lesões.

A seleção inicia fase de preparação para a Copa do Mundo de 2026 com calendário que inclui amistosos internacionais, períodos de observação e avaliações integradas entre o departamento médico e a comissão técnica. Xaud voltou a dizer que cabe ao treinador definir a relação final de atletas e que a confederação atuará em suporte logístico e administrativo, sem interferir nas escolhas técnicas.

O caso de Neymar, atualmente registrado pelo Santos, permanece sob observação constante da equipe médica e do departamento de desempenho, que monitoram evolução de condicionamento e eventuais riscos de recidiva. A posição oficial é que nenhum tratamento de exceção será adotado para garantir participação, sendo exigidos relatórios técnicos que atestem aptidão para competir em calendário de alto rendimento.

O episódio reforçou a necessidade de gestão de imagem por parte da confederação, que passará a adotar canais de comunicação mais diretos para expor decisões e esclarecer ações de marketing. Estão previstas reuniões entre área jurídica, departamento comercial e direção esportiva para estabelecer normas sobre uso de símbolos e aprovações prévias de campanhas relacionadas ao uniforme.

O amistoso contra a França serve como referência para observação de atletas e teste de protocolos de viagem, alimentação e recuperação, em ambiente similar ao que será exigido em torneios oficiais. A delegação permanecerá nos Estados Unidos por período determinado para avaliações e o relatório final do amistoso deverá integrar o processo decisório sobre convocações para a competição mundial.

A confederação reafirmou compromisso com transparência nas decisões esportivas e com deferência à história dos símbolos nacionais, vinculando escolha de uniformes a princípios institucionais e de respeito público. Nas próximas semanas serão divulgados documentos de orientação sobre procedimentos de convocação, calendário de observação e responsabilidades, mesmo com a definição final das listas ficando a cargo da comissão técnica.

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Redação GOYAZ

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