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Brasil e China avançam em negócios

Diversos sinais foram dados nos últimos meses, inclusive antes da intensificação da disputa promovida pelo ex-presidente Donald Trump

Brasil e China avançam em negócios: O Brasil e a China vêm estreitando relações comerciais num momento de escalada da guerra tarifária entre Pequim e Washington, liderada pelos Estados Unidos.

Diversos sinais foram dados nos últimos meses, inclusive antes da intensificação da disputa promovida pelo ex-presidente Donald Trump.

Brasil e China avançam em negócios: Recorde na corrente de comércio

De janeiro a março, o fluxo comercial entre Brasil e China bateu recorde: US$ 38,8 bilhões, sendo US$ 19,8 bilhões em exportações brasileiras e US$ 19 bilhões em importações.

As importações oriundas da China subiram 35% no primeiro trimestre de 2025. Destaque para o setor de plataformas e estruturas flutuantes, com movimentação de US$ 2,7 bilhões, um salto expressivo frente aos US$ 4 milhões registrados em 2024.

Segundo dados do Comex Stat, o Brasil não importava plataformas de perfuração chinesas desde 2020.

Novas tarifas dos EUA

Na sexta-feira (18), os Estados Unidos anunciaram novas tarifas portuárias sobre navios chineses, justificando a medida como parte da estratégia para reativar a indústria naval americana diante do avanço chinês.

Preparativos para visita de Lula

Com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pequim prevista para maio, uma comitiva brasileira já se encontra na China para facilitar negociações bilaterais.

Nova rota marítima direta

Na quinta-feira, foi inaugurada uma nova rota marítima direta entre China e Brasil, ligando o Porto de Gaolan (Zhuhai) aos portos de Santana (AP) e Salvador (BA).

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o novo corredor conecta diretamente regiões agrícolas e minerais estratégicas do Brasil.

Apoio do Brics à Bolsa de Grãos

Outro destaque foi a reunião do Grupo de Trabalho de Agricultura do Brics, em Brasília, na última quinta-feira. Na ocasião, os países do bloco declararam apoio formal à criação da “Bolsa de Grãos do Brics”, proposta pela Rússia.

A ideia é reduzir a dependência do dólar e criar uma alternativa às tradicionais CBOT e KCBT, sediadas nos EUA.

A declaração conjunta também propõe ampliar a cooperação em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com foco na inovação tecnológica e produção de máquinas agrícolas adequadas às realidades locais.


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Redação GOYAZ

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