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Visto dos EUA cancelado de presidenta do PSOL

Visto dos EUA cancelado de presidenta do PSOL marca novo capítulo na relação entre Washington e a esquerda brasileira. Paula Coradi, líder nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), confirmou que o governo de Donald Trump revogou seu visto logo após sua participação, em agosto, no Congresso dos Socialistas Democratas da América, realizado nos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Coradi afirmou que esteve no evento para “prestar solidariedade contra o avanço do autoritarismo da extrema-direita” e para denunciar o “tarifaço” imposto pela administração Trump ao Brasil. Ela classificou a decisão norte-americana como um ataque direto à atuação do PSOL.

Visto dos EUA cancelado de presidenta do PSOL

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) repudiou a medida, declarando que “o partido e o Brasil não aceitarão intimidação”. Segundo o parlamentar, o cancelamento do visto de Coradi “mostra que estamos do lado certo, defendendo os interesses dos brasileiros frente aos ataques de Trump”.

A imprensa americana de grande circulação noticiou episódios recentes de restrições a ativistas estrangeiros, mas o caso de Coradi ainda não foi oficialmente comentado pelo Departamento de Estado. Procurada, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília informou que não se pronunciaria até o momento.

A retirada de vistos por motivos políticos não é prática comum e pode gerar questionamentos diplomáticos. Especialistas em relações internacionais lembram que, em situações similares, países recorrem a canais formais para esclarecer as razões da revogação e solicitar revisão da decisão.

Enquanto aguarda resposta oficial de Washington, o PSOL estuda acionar organismos multilaterais de defesa dos direitos políticos. O partido também avalia levar o tema ao Congresso Nacional para discutir possíveis impactos nas relações bilaterais.

Para Coradi, a revogação reflete “a escalada de medidas autoritárias da extrema-direita global” e exige reação coordenada de movimentos progressistas. “Não podemos permitir que a intimidação se torne norma”, afirmou.

Este episódio reacende o debate sobre liberdade de expressão e mobilização internacional de lideranças políticas, colocando a política externa dos EUA sob escrutínio público.

No cenário doméstico, a legenda busca manter a pauta ativa em defesa da soberania brasileira e contra o protecionismo estadunidense, temas que devem ganhar destaque na agenda legislativa das próximas semanas.

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Valter Campanato/Agência Brasil

Redação GOYAZ

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