Reestruturação do IMAS será testada por um ano, diz Mabel

Reestruturação do IMAS será testada por um ano, diz Mabel. O prefeito Sandro Mabel informou ao Ministério Público de Goiás (MPGO) que pretende colocar em prática, por 12 meses, um plano de modernização do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS). Se a iniciativa não surtir efeito, ele admite extinguir a autarquia.
Durante reunião realizada na quarta-feira (12), Mabel e sua equipe entregaram ao MPGO a proposta de mudança estrutural. O órgão ministerial exigiu que o documento seja revisado e assinado por todos os representantes municipais até 24 de novembro, formalizando compromissos e metas.
Reestruturação do IMAS será testada por um ano, diz Mabel
Segundo o prefeito, a estratégia passa por alterar a lei que criou o IMAS, modernizar processos internos, fortalecer mecanismos de controle e contratar empresa especializada para atividades de regulação e auditoria. O atendimento aos servidores continuaria via rede credenciada, enquanto a gestão dos contratos seria profissionalizada.
O instituto carrega dívida estimada em R$ 226 milhões (março/2025) e opera com déficit mensal, cenário que atrasa pagamentos a prestadores e afeta pacientes. Diante desse quadro, Mabel reconheceu falhas “históricas” na administração do IMAS, inclusive uso político de cargos, e frisou que apenas profissionalização ou extinção podem equilibrar as contas.
A promotora de Justiça Carmem Lúcia Santana de Freitas ressaltou que o chefe do Executivo tem autonomia para reestruturar ou encerrar a autarquia, desde que haja base legal e transparência. Ela ponderou, porém, que as funções-fim do instituto não podem ser completamente repassadas a terceiros, evitando o esvaziamento de sua finalidade.
Wandir Allan de Oliveira, procurador-geral do Município, negou que o plano configure terceirização. Ele explicou que a assistência médica continuará sob responsabilidade do IMAS, cabendo à empresa contratada apenas suporte técnico, regulação e auditoria de serviços.
Detalhado em oito tópicos, o plano foi elaborado a partir de recomendações do MPGO. A autarquia promete divulgar indicadores de desempenho periodicamente, permitindo monitoramento público e pelos órgãos de controle, incluindo o Ministério Público de Goiás.
Se, ao fim dos 12 meses, a eficiência financeira e operacional não for comprovada, o Executivo enviará projeto de lei à Câmara Municipal propondo a extinção do IMAS.
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Foto divulgação MPGO Lucas Gabriel