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Relatório bimestral do Governo detalha expectativas para a política fiscal

Cálculos da consultoria Warren Rena estimam que o governo deve realizar um congelamento da ordem de R$ 15 bilhões

Relatório bimestral do Governo detalha expectativas para a política fiscal: o Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento e Orçamento apresentam nesta quinta-feira (22), às 15h, o primeiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias de 2025.

A expectativa é que o documento confirme bloqueios e contingenciamentos no Orçamento, conforme sinalizado pela equipe econômica na última semana.

Relatório bimestral do Governo detalha expectativas para a política fiscal

Este deveria ser o segundo relatório do ano, mas o atraso na aprovação do orçamento, que só foi sancionado em abril, fez com que a primeira publicação fosse possível apenas agora, em maio. Cálculos da consultoria Warren Rena estimam que o governo deve realizar um congelamento da ordem de R$ 15 bilhões.

Bloqueios são suspensões temporárias de despesas que podem ser revertidas, enquanto contingenciamentos são cortes mais duradouros, aplicados quando há risco de não cumprimento da meta fiscal. Ambos os instrumentos são usados para ajustar a execução orçamentária em cenários de frustração de receitas.

Medidas Fiscais Adicionais em Preparação

Além dos cortes, são esperadas medidas fiscais adicionais. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não se trata de um conjunto amplo de ações, mas sim de medidas específicas.

“Únicas medidas que estão sendo preparadas são pontuais para o cumprimento da meta fiscal, como fizemos no ano passado. Estamos identificando onde estão os gargalos e problemas. Não dá para chamar de pacote. São medidas pontuais voltadas exclusivamente para o cumprimento da meta fiscal”, disse Haddad, sem adiantar detalhes, mas assinalando que o governo estuda ações tanto do lado das despesas quanto das receitas.

Nos últimos dias, Haddad esteve reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com os demais integrantes da Junta de Execução Orçamentária (JEO) para definir as estratégias. O grupo inclui os ministros Rui Costa (Casa Civil), Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Simone Tebet (Planejamento), além do próprio Haddad.

A apresentação do relatório será conduzida por Haddad e Tebet, com a participação dos secretários-executivos Dario Durigan e Gustavo Guimarães, e dos titulares da Receita Federal, Tesouro Nacional e Orçamento Federal. O evento ocorrerá pela primeira vez no auditório do Ministério da Fazenda, que tradicionalmente é feito no Ministério do Planejamento.

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Redação GOYAZ

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