Renan Calheiros deixa CPMI do INSS e fragiliza base

Renan Calheiros deixa CPMI do INSS e aprofunda a crise de articulação do Palácio do Planalto no Congresso. O senador do MDB de Alagoas confirmou que não integrará a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o Instituto Nacional do Seguro Social, contrariando a expectativa do governo.
Ao justificar a decisão, Renan afirmou ter avisado previamente o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM): “Não saí porque nunca entrei”. Caberá a Braga indicar um novo titular para ocupar a vaga que, até então, pertencia ao ex-presidente do Senado.
Renan Calheiros deixa CPMI do INSS e fragiliza base
A saída ocorre em meio a sete trocas de nomes promovidas pelo Executivo desde que a oposição conquistou o comando da CPMI. Entre as substituições mais recentes está a própria renúncia de Eduardo Braga, que também deixou a comissão.
Antes da reviravolta na eleição da mesa, o governo planejava uma “tropa de choque” semelhante à da CPI da Covid, escalando Omar Aziz (PSD-AM) para a presidência e Otto Alencar (PSD-BA) para compor o colegiado. Ambos foram retirados após a derrota, restando apenas o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo, entre os nomes de maior projeção.
A relação entre Randolfe e Aziz se deteriorou no dia da escolha da mesa diretora, quando Aziz reclamou do atraso de Randolfe e da falta de contagem de votos antes da disputa. O episódio expôs ainda mais as falhas de coordenação da base governista.
Em declaração à imprensa, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reconheceu que o revés na eleição foi consequência de “erro de articulação política”, admitindo a necessidade de ajustes para recuperar a maioria na comissão.
Ao seguir acompanhando nossa editoria de Política, você confere atualizações sobre a CPMI do INSS e outros desdobramentos no Congresso. Continue conosco para não perder nenhum detalhe.
Crédito da imagem: Alessandro Dantas/PT no Senado