Prefeitura de Goiânia gasta R$ 151 mil em foguetes antiurubus

Prefeitura de Goiânia gasta R$ 151 mil em foguetes antiurubus: Paço desembolsará R$ 151.675,20 na aquisição de foguetes e rojões destinados a afastar urubus que circulam pelo aterro sanitário da capital. O resultado do pregão eletrônico foi publicado no Diário Oficial do Município na segunda-feira, 20, confirmando a contratação da empresa responsável pelo fornecimento.
Segundo o edital, serão comprados artefatos pirotécnicos de efeito sonoro, tipo 12 por 1 tiro, cada um contendo até 6 g de pólvora. Ao todo, o contrato prevê quatro lotes, somando 11.520 unidades, todas de uso controlado e restrito à área operacional do aterro.
Prefeitura de Goiânia gasta R$ 151 mil em foguetes antiurubus
Apesar da iniciativa, uma lei estadual de 2022 proíbe a queima e o manuseio de fogos de artifício com efeito de tiro em ambientes públicos ou privados. Especialistas alertam para o risco de incêndio, já que o aterro emite gás metano, altamente inflamável quando exposto a faíscas. O delegado Luziano de Carvalho, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (DEMA), ressaltou que a utilização de artefatos só é permitida em situações específicas, como em áreas aeroportuárias, e requer licença prévia. Ainda não há confirmação de que o município possua tal autorização.
Em nota, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) informou que os foguetes integram o programa de controle de vetores e pragas por espantamento sonoro, prática comum em aterros de todo o país para atender exigências ambientais e sanitárias. A companhia assegura que a operação será realizada por equipe treinada, com protocolos de segurança e transparência em todas as etapas do processo.
O uso de artefatos sonoros para manejo de fauna é reconhecido por órgãos ambientais, mas deve respeitar normas técnicas e legais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) orienta que qualquer método de dispersão de aves seja acompanhado de estudos de impacto e licenciamento adequado.
A adoção de foguetes para afastar urubus também gera debate sobre o papel ecológico dessas aves, essenciais na decomposição de matéria orgânica. Críticos temem que a medida cause desequilíbrio na fauna local e peça alternativas menos agressivas.
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Crédito da imagem: Divulgação/Prefeitura de Goiânia