Saneago nega falhas e diz cumprir lei no Córrego Sussuapara
Em nota, a companhia garante que ETE e estação elevatória funcionam sem falhas estruturais ou operacionais, alcançando eficiência superior a 80 % na remoção de carga orgânica

Saneago nega falhas e diz cumprir lei no Córrego Sussuapara: Saneago afirma que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bela Vista de Goiás opera dentro das normas ambientais, rebatendo a liminar que a obriga a adotar medidas emergenciais para proteger o Córrego Sussuapara.
A decisão, assinada pelo juiz Leonardo de Camargos Martins, atendeu ação civil pública do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e cita laudos que indicam extravasamento de esgoto bruto, formação de espuma anormal e intervenção em Área de Preservação Permanente (APP). A multa por descumprimento pode chegar a R$ 10 mil por dia.
Saneago nega falhas e diz cumprir lei no Córrego Sussuapara
Em nota, a companhia garante que ETE e estação elevatória funcionam sem falhas estruturais ou operacionais, alcançando eficiência superior a 80 % na remoção de carga orgânica. Segundo a empresa, análises de 2025 realizadas em laboratório próprio acreditado pelo Inmetro comprovam total conformidade com os padrões de lançamento.
A liminar determina, entre outras ações, o fim imediato de lançamentos irregulares, reparos na estrutura, recuperação da APP degradada e apresentação de relatório de eficiência. Os prazos variam de 30 a 90 dias.
Empresa atribui danos à estiagem e poluição difusa
A Saneago lembra que o Ribeirão Sussuapara é classificado como corpo hídrico Classe III, mais suscetível a impactos. Para a companhia, a baixa vazão na estiagem e descargas de agricultura, drenagem urbana e indústrias elevam a poluição do manancial. Dados da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que cursos d’água dessa categoria exigem tratamento rigoroso antes do uso para abastecimento.
Investimentos e prazos definidos na liminar
A empresa informa ter emitido, em setembro de 2024, ordem de serviço para ampliar o sistema de esgotamento sanitário do município, investimento de R$ 2.080.997,47 voltado a acompanhar o crescimento populacional e atingir metas de universalização.
A ação do MP-GO resulta de mais de uma década de denúncias de entidades como Associação SOS Rio Piracanjuba e Idessa Brasil, que apontam impactos também no Rio Piracanjuba, fonte de água para Bela Vista e Piracanjuba. Enquanto o processo tramita, Saneago e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) devem cumprir as exigências judiciais, sob fiscalização do Ministério Público e de organizações ambientais.
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Crédito da imagem: Foto: Divulgação/Semad