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Secretaria da Economia atualiza índices do ICMS

Novos valores de margem de valor agregado impactam setores de bebidas e combustíveis

Secretaria da Economia atualiza índices do ICMS: a Secretaria da Economia de Goiás atualizou, em publicação no Diário Oficial de 27 de fevereiro de 2026, os índices e valores que compõem a tabela do ICMS, com revisão dos coeficientes de substituição tributária aplicados a segmentos específicos da indústria e do comércio.

A medida busca recalibrar a base de cálculo do imposto diante das oscilações recentes de preços de mercado, sobretudo em cadeias sensíveis à inflação e à logística.

Secretaria da Economia atualiza índices do ICMS

Na prática, a atualização atinge diretamente a Margem de Valor Agregado (MVA), parâmetro utilizado para definir a base presumida do ICMS retido antecipadamente. Setores como bebidas, combustíveis e produtos de conveniência entram no foco imediato da revisão, com novos boletins fiscais que alinham a tributação estadual às diretrizes técnicas do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

O ajuste técnico também cumpre uma função de equalização competitiva. Sem a revisão periódica dos índices de substituição tributária, empresas locais podem enfrentar distorções frente a concorrentes de outros estados, especialmente em mercados integrados por cadeias de distribuição interestaduais. A atualização, portanto, tem caráter não apenas arrecadatório, mas também regulatório.

Do ponto de vista fiscal, a recalibração da MVA tende a gerar impacto indireto na arrecadação estadual, sobretudo em setores de alto volume e giro rápido, como combustíveis. Em cenários de alta de preços, a defasagem da base presumida reduz a eficiência da antecipação tributária; já com índices atualizados, o Estado reduz riscos de subarrecadação e melhora a previsibilidade do fluxo de receitas.

Para o setor produtivo, contudo, o efeito imediato é operacional e financeiro. Empresas precisarão revisar parametrizações fiscais, atualizar sistemas de emissão de notas e readequar controles internos para evitar inconsistências na Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) e demais obrigações acessórias. Pequenos e médios contribuintes, em especial, tendem a sentir maior pressão de adaptação técnica no curto prazo.

Há ainda um componente inflacionário indireto a ser observado. Ajustes na substituição tributária, especialmente em combustíveis e bebidas, podem repercutir ao longo da cadeia de preços, com potencial repasse parcial ao consumidor final, a depender da elasticidade do mercado e da concorrência regional.

Sob análise de gestão pública, a atualização dos índices sinaliza estratégia de ajuste fino da política tributária estadual em 2026, em um contexto de busca por equilíbrio fiscal sem elevação formal de alíquotas. Trata-se de um movimento recorrente em estados que utilizam a substituição tributária como instrumento de eficiência arrecadatória e combate à evasão.

A íntegra das tabelas e dos novos valores de pauta está disponível nos anexos do Diário Oficial do Estado de 27 de fevereiro de 2026, no portal da Secretaria da Economia de Goiás. A vigência segue os prazos definidos em cada ato normativo, exigindo atenção imediata dos contribuintes para adequação fiscal e contábil.

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Redação GOYAZ

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