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Senadores viajam aos EUA para visitar acusadas do 8/1

A iniciativa faz parte da continuidade das visitas técnicas a prisões para investigar denúncias de tortura contra detentos ligados aos atos do 8 de janeiro

Senadores viajam aos EUA para visitar acusadas do 8/1: um grupo de senadores brasileiros viajará a El Paso, Texas (EUA), para visitar três brasileiras detidas.

Elas foram presas por estarem em situação migratória irregular e são acusadas de envolvimento na depredação da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Senadores viajam aos EUA para visitar acusadas do 8/1

O requerimento para a visita foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal na última quarta-feira (28 de maio). A presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), ainda não agendou a data da diligência nos EUA.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirma que o julgamento aplicado ao caso das três brasileiras violou a lei brasileira, o que, em sua visão, impede que sejam consideradas fugitivas da Justiça.

“Entendemos que essas pessoas se submeteram a um julgamento político, com diversas violações à lei brasileira, a começar pelo foro de julgamento, que não deveria ser o STF. Foram julgadas por um juiz parcial, e sem direito a uma pena individualizada e proporcional, e à própria produção de provas como o acesso às imagens internas. Por conta disso buscam asilo nestes países”, declarou o senador.

Diligências Anteriores e Preocupações com Detenções

Uma diligência semelhante já ocorreu na Argentina. Representantes da CDH foram ao país vizinho para verificar as condições de brasileiros detidos que foram condenados pelos atos do 8 de janeiro. A missão oficial contou com a participação da senadora Damares Alves e do senador Magno Malta (PL-ES). Os brasileiros presos na Argentina haviam solicitado asilo, mas foram detidos após pedidos de extradição encaminhados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No requerimento apresentado por Girão, o parlamentar afirma que cerca de “200 pessoas ainda permanecem privadas de liberdade”. Ele menciona que muitas delas estariam em condições “desumanas” e com relatos de “abusos e violações dos direitos humanos”.

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Redação GOYAZ

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