Sucessão presidencial 2026: Valdemar diz ser cedo

Sucessão presidencial 2026 voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (28), quando o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou à imprensa que considera “prematuro” discutir o próximo pleito ao Palácio do Planalto.
O dirigente se reuniu na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, e alinhou com a família do ex-presidente a estratégia de conter o avanço de nomes da direita, especialmente o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado por aliados como potencial candidato.
Sucessão presidencial 2026: Valdemar diz ser cedo
Segundo Valdemar, lançar um pré-candidato agora poderia dispersar esforços que, na avaliação da cúpula do PL, devem estar concentrados na defesa de Bolsonaro caso o Supremo Tribunal Federal decida pela condenação do ex-chefe do Executivo. Ele teme que a militância perca fôlego em mobilizações públicas se a pauta eleitoral tomar o protagonismo antes da hora.
A liderança do partido também considera que um movimento eleitoral antecipado dificultaria a construção de apoio internacional. Para o grupo, uma prisão de Bolsonaro poderia gerar reações negativas de aliados no exterior, mas a tensão diminui se a agenda política interna já estiver focada em novos nomes.
Valdemar reforçou que, neste momento, o PL trabalha para manter unidade e evitar disputas que fragilizem a legenda ou induzam a divisão no campo conservador.
O partido planeja adiar qualquer decisão formal sobre 2026 até que haja definição jurídica sobre Bolsonaro e maior clareza do cenário político-econômico nacional.
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Crédito da imagem: PL/Divulgação