
Retaliação ao tarifaço pode custar R$ 259 bilhões ao PIB do Brasil: Um cenário de retaliação do Brasil ao “tarifaço” imposto por Donald Trump pode gerar perdas drásticas para a economia brasileira. É o que projeta a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) em um estudo divulgado nesta segunda-feira (21).
Retaliação ao tarifaço pode custar R$ 259 bilhões ao PIB do Brasil
As estimativas da Fiemg apontam para uma redução de R$ 259 bilhões (-2,21%) no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Além disso, o país poderia perder quase dois milhões de empregos, registrar uma baixa de R$ 36,18 bilhões na massa salarial e uma perda de R$ 7,21 bilhões em arrecadação de impostos.
O estudo também avalia um cenário base com a aplicação da tarifa dos EUA aos importados brasileiros a partir de 1º de agosto, prevendo um impacto de R$ 175 bilhões no PIB no longo prazo.
Setor Produtivo Defende Diplomacia
Diante desse cenário, o setor produtivo brasileiro tem defendido uma abordagem diplomática e técnica para lidar com as tarifas dos EUA, buscando evitar o acirramento das tensões políticas entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Os Estados Unidos são um parceiro tradicional do Brasil. Do ponto de vista geográfico, faz todo sentido que nossas economias mantenham um fluxo de comércio ativo e complementar e, no nosso entendimento, ambos os países perdem muito com a medida. Responder com a mesma moeda pode gerar efeitos inflacionários no Brasil, por isso, o caminho mais inteligente é a diplomacia”, destaca o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
Impacto em Minas Gerais
Para o estado de Minas Gerais, o terceiro que mais exporta para os norte-americanos – com produtos como café, ferro e aço, além de máquinas e materiais elétricos –, a Fiemg estima que o impacto econômico pode chegar a R$ 21,5 bilhões.
A federação mineira ainda ressalta que setores estratégicos da economia do estado, como siderurgia, transporte, produtos minerais não metálicos e serviços, podem registrar uma retração de até 11,9%.