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PCGO desmantela esquema de fraude digital na venda de CNHs falsas

Caso teve início após o Detran-GO denunciar à Dercc a existência de um site que promovia a venda explícita de CNHs falsificadas

PCGO desmantela esquema de fraude digital na venda de CNHs falsas: a Polícia Civil de Goiás (PCGO), por intermédio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), deflagrou na manhã desta quarta-feira (15) uma importante operação para desarticular um robusto esquema criminoso especializado na falsificação e uso de documentos públicos, crimes previstos nos artigos 297 e 304 do Código Penal. A ação consistiu no cumprimento de um mandado de busca e apreensão direcionado ao principal suspeito.

PCGO desmantela esquema de fraude digital na venda de CNHs falsas

A investigação teve início após a presidência do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO) enviar um ofício à Dercc, relatando uma grave denúncia: a existência de uma página na internet que promovia, abertamente, a venda de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) falsas. O grande atrativo da fraude era a promessa de emissão do documento sem a necessidade de o interessado realizar as etapas obrigatórias do processo legal, como provas teóricas, exames médicos e aulas práticas.

Aprofundamento da Fraude Digital

Diante da flagrante ilegalidade, a Polícia Civil iniciou imediatamente as apurações, focadas na análise minuciosa da página e na identificação do responsável pela administração dos perfis digitais envolvidos. Com o aprofundamento da investigação, a Dercc constatou que o esquema de comercialização ilícita se estendia por múltiplas plataformas: diversas páginas da web e perfis em redes sociais eram utilizados para ofertar CNHs de categorias variadas (A, B, C, D e E), além de serviços correlatos, como renovações e exames admissionais fraudulentos.

Os valores cobrados dos clientes variavam significativamente, ficando entre R$ 500,00 e R$ 2.200,00 por documento falso.

Uso de Ferramentas para Dificultar a Identificação

Para executar a prática delitiva e frustrar as investigações, o indivíduo investigado empregava métodos sofisticados de ocultação. Ele utilizava fotografias e dados de terceiros, números de telefone com cadastros falsos e perfis de usuários com informações inverídicas, tudo meticulosamente planejado para dificultar sua identificação e, consequentemente, sua responsabilização criminal.

Próximos Passos da Investigação

Até o momento, as diligências não apontaram elementos que vinculem a participação de agentes públicos no esquema. Contudo, a Dercc reitera que as apurações continuam em curso. Os próximos passos visam elucidar a participação de outros possíveis envolvidos, identificar a totalidade de compradores dos documentos ilícitos, e, por fim, determinar a real e completa extensão dos danos causados pela organização criminosa à sociedade e ao sistema de trânsito.

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Crédito da Imagem: PCGO

Redação GOYAZ

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