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Disputa por duas vagas junta força Caiadista, herança emebista e radicalismo de direita

Pleito será crucial para o Governo do Estado, com Ana Paula, Gracinha, Gayer e Mendanha buscando a representação goiana no Congresso Nacional

Disputa por duas vagas junta força Caiadista, herança emebista e radicalismo de direita: a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal por Goiás em 2026 promete ser intensa e central para o futuro político do estado. O cenário é marcado pela influência da alta aprovação do atual governador, Ronaldo Caiado (União Brasil), e pela ascensão de nomes ligados a diferentes vertentes da direita e do centro.

O pleito ao Senado será fundamental, pois definirá o perfil da representação goiana no Congresso Nacional e as alianças para a disputa ao Governo do Estado.

Disputa por duas vagas junta força Caiadista, herança emebista e radicalismo de direita

A corrida ao Senado em 2026 terá duas vagas abertas, pois os mandatos dos senadores Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB) se encerram. Quatro pré-candidaturas de peso se destacam, representando as principais forças do campo majoritário em Goiás:

Pontos Fortes dos Pré-Candidatos

Ana Paula Craveiro Rezende (MDB)

O principal ativo de Ana Paula Rezende é o seu sobrenome e o forte capital político herdado de seu pai, o ex-governador e ex-prefeito Iris Rezende.

O MDB busca consolidar a continuidade do legado irisista e o vínculo emocional de Ana Paula com o eleitorado, especialmente na capital e no interior, onde Iris mantinha grande popularidade. Sua força reside no apelo à tradição e na capacidade de aglutinar setores do MDB e do centro político.

Gustavo Gayer (PL)

Gustavo Gayer tem a seu favor o apoio incondicional do eleitorado de direita e a forte conexão com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ele é considerado um dos principais influenciadores de notícias da direita no país, o que lhe garante visibilidade e mobilização constante nas redes sociais. Seu ponto forte é a capacidade de polarizar o debate, atraindo votos daqueles que buscam uma representação firme da ideologia conservadora em Brasília. Ele foi eleito o melhor parlamentar por Goiás em ranking de avaliação, o que reforça sua atuação no Congresso.

Gustavo Mendanha (PSD)

Gustavo Mendanha se destaca pela sua experiência de gestão como ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, cidade que cresceu e ganhou destaque sob sua administração. Ele é percebido como um gestor que focou em desenvolvimento e infraestrutura.

Sua força reside na densidade eleitoral na Região Metropolitana de Goiânia, o segundo maior colégio eleitoral do estado, e na capacidade de transitar entre o eleitorado conservador e setores do centro. Mendanha é uma voz importante dentro do PSD e um articulador político experiente.

Gracinha Caiado (União Brasil)

Gracinha Caiado capitaliza a altíssima aprovação da gestão do seu marido, o governador Ronaldo Caiado. Seu ponto forte é o trabalho desenvolvido à frente da OVG e em ações sociais, o que lhe confere grande visibilidade e uma imagem ligada ao cuidado com as pessoas e à defesa dos mais vulneráveis.

Ela tem se destacado em pesquisas de intenção de voto e conta com a máquina política do União Brasil e do Governo do Estado. Além disso, ela tem reforçado sua afinidade com o agronegócio, exalçando a liderança da mulher no campo e defendendo o setor produtivo. Sua candidatura visa garantir uma voz alinhada com os interesses do governo na esfera federal.

Análise

O cenário para as duas vagas ao Senado em Goiás está altamente fragmentado e promete ser definido por alianças e pela transferência de votos dos candidatos ao Governo.

A alta aprovação de Caiado beneficia Gracinha, que pode ser uma das favoritas, enquanto a força do PL e de Gayer no campo conservador é inegável. O MDB, com Ana Paula, aposta no peso histórico do seu nome, e Mendanha traz a experiência de gestão e a força eleitoral da Região Metropolitana. A disputa tende a se acirrar, com intensa negociação de apoios e chapas majoritárias.

As coligações em Goiás para as eleições de 2026, especialmente para as duas vagas ao Senado, dependerão diretamente das candidaturas ao Governo do Estado. O cenário ainda está em fase de articulação, mas é possível desenhar três grandes blocos de aliança, nos quais os pré-candidatos mencionados se encaixam.

A chapa majoritária (Governador, Vice-Governador e dois Senadores) será o motor dessas composições, com o objetivo de equilibrar força política, tempo de TV e densidade eleitoral.

Os Blocos em Formação e a Disputa pelas Duas Vagas

O cenário de Goiás tende a se dividir entre a forte base governista, a oposição de centro-direita liderada por Gustavo Mendanha, e o polo de direita radical liderado por Gustavo Gayer. A eleição de dois senadores em um mesmo pleito torna a negociação ainda mais complexa, pois cada coligação precisa de dois nomes fortes.

O União Brasil (UB), partido de Caiado, será o centro da maior aliança. O objetivo é eleger o sucessor de Caiado  e garantir a eleição de Gracinha Caiado (UB) para o Senado. A segunda vaga na chapa, conforme analistas consultados pelo GOYAZ, pode ser negociada com partidos menores da base, como Republicanos, PP ou PSDB, buscando consolidar o apoio total ao candidato ao Governo.

Posição dos Principais Pré-Candidatos

A posição de Ana Paula Craveiro Rezende (MDB) está intimamente ligada ao futuro do seu partido. O MDB terá Daniel Vilela para o Governo e Ana Paula pode ser integrada à chapa majoritária governista para uma das vagas ao Senado. Caso o MDB não esteja na cabeça da chapa, Ana Paula não deve buscar um espaço em uma outra legenda. Ambos dialogaram esta semana sobre o assunto. O resultado deste encontro não foi divulgado.

Gustavo Mendanha (PSD) e Gustavo Gayer (PL) representam forças que, a princípio, devem seguir caminhos distintos, mas ambos tendem a encabeçar seus próprios projetos de chapa majoritária, visando garantir as suas próprias eleições para o Senado.

  • Gustavo Mendanha (PSD): Deve buscar uma coligação de centro-direita que o lance como Governador. Nesse cenário, o PSD lideraria a chapa e Mendanha não seria candidato a Senador. Se ele não for candidato a Governador, ele será o nome forte ao Senado em uma chapa de oposição liderada por outro nome.

  • Gustavo Gayer (PL): O PL, sob a bandeira do bolsonarismo, dificilmente se unirá à base de Caiado. Gayer provavelmente fará parte da chapa majoritária do PL, seja como candidato ao Senado (ao lado de um candidato a Governador do partido – o senador Wilder Morais). Sua aliança será ideológica, focada em partidos como o Novo e outros grupos conservadores.

O cenário mais provável é a formação de três chapas competitivas: a governista (UB/MDB/etc.), a de centro-direita (PSD/e afins) e a de direita radical (PL/e afins), brigando pelas duas vagas de senador.

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PSDB: O Retorno e a Disputa pelo Governo

A principal movimentação do PSDB em Goiás para 2026 está centrada no ex-governador Marconi Perillo. Ele tem se posicionado claramente como pré-candidato ao Governo do Estado.

  • Marconi Perillo: O ex-governador, que assumiu a presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de formação política do PSDB nacional, é o nome mais forte da sigla. A disputa entre Marconi e o vice-governador Daniel Vilela (MDB), apoiado por Caiado, está se consolidando como o principal embate na corrida pelo Executivo.

  • Implicação para o Senado: Se Marconi for o candidato a Governador (o que é o foco principal), o PSDB usará suas duas vagas ao Senado (a chapa majoritária) para atrair outros partidos menores e consolidar sua coalizão de oposição à base caiadista.
    Posição Oficial: O PSDB está em um processo de reorganização nacional e Marconi está no centro desse movimento, buscando uma alternativa de Centro-Direita, longe dos extremos. Em Goiás, isso se traduz na disputa frontal pelo Governo.

PT: Oposição Ideológica e Aliança de Esquerda

O PT está consolidando sua posição na oposição ideológica e buscando fortalecer a representação da esquerda no estado, com a deputada federal Adriana Accorsi como o principal nome.

  • Adriana Accorsi: Embora Adriana Accorsi seja frequentemente cotada para disputas majoritárias, as pesquisas recentes a colocam em cenários para o Governo. O PT precisa decidir se irá com uma chapa de Governo para fortalecer a esquerda ou se concentrará em uma das vagas do Senado.

  • Bia de Lima e Mauro Rubem: Como nomes fortes na Assembleia Legislativa, eles são candidatos naturais a Senador em uma chapa ideológica.

  • Implicação para o Senado: O PT deve lançar uma chapa própria ou aliar-se com partidos de esquerda e centro-esquerda. O partido usaria a vaga ao Senado para garantir a representação de sua base ideológica e do apoio federal (Lula), se houver.

  • Posição Oficial: A principal estratégia do PT é manter a visibilidade do campo de esquerda e, em Goiás, o nome mais competitivo para esse propósito é aquele que liderar a chapa do partido para o Governo ou Senado.

Em resumo, o PSDB está focado em lançar Marconi para o Governo, usando as vagas do Senado como moeda de troca na coligação. O PT deve lançar uma chapa para o Governo ou Senado, com nomes como Adriana Accorsi, Bia de Lima ou Mauro Rubem, para garantir a voz da oposição de esquerda no pleito.

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Crédito da Imagem: Montagem com IA

Redação GOYAZ

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