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Tagliaferro depõe na CCJ como testemunha de Zambelli

Tagliaferro depõe na CCJ como testemunha de Zambelli na próxima quarta-feira (17), às 10h. O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral falará de forma virtual ao colegiado da Câmara que avalia se mantém o mandato da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP).

Indicado pela defesa da parlamentar no início de setembro, Eduardo Tagliaferro foi convocado para “elucidar pontos controvertidos” e garantir o direito ao contraditório, segundo o advogado Fábio Pagnozzi. O pedido foi aceito após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) iniciar a etapa de depoimentos das testemunhas.

Tagliaferro depõe na CCJ como testemunha de Zambelli

Investigado pelo vazamento de mensagens internas do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Tagliaferro chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE durante a gestão de Moraes. Depois que o caso tornou-se público, ele foi exonerado e deixou o Brasil rumo à Itália, onde reside atualmente. O ministro solicitou sua extradição; o pedido foi encaminhado pelo Ministério da Justiça ao Itamaraty.

A CCJ abriu a fase de oitivas no dia 10 deste mês. Foram ouvidos o hacker Walter Delgatti, condenado junto com Zambelli pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o assistente técnico da defesa, Michel Spiero. Zambelli participou por videoconferência, tendo direito a questionar as testemunhas.

Condenada pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão e à perda do mandato, a deputada está detida desde 29 de julho no presídio de Rebibbia, em Roma, após quase dois meses foragida. Embora a decisão tenha transitado em julgado, cabe à Câmara confirmar a cassação. O relator na CCJ, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), pretende apresentar voto a partir de outubro, quando todas as diligências devem estar concluídas.

O depoimento de Tagliaferro é considerado estratégico pela defesa, por ele ter atuado diretamente nas frentes de combate à desinformação no período eleitoral. Segundo especialistas consultados pela Câmara dos Deputados, o relato pode influenciar o ritmo do processo, mas não altera a condenação já proferida pelo STF.

No cenário político, a possível perda do mandato de Zambelli pressiona o PL, que calcula impactos na bancada paulista. Caso a cassação seja confirmada, o suplente, Pastor Marco Feliciano, deve assumir a cadeira.

Em suma, a CCJ terá nova sessão decisiva em 17 de abril, quando ouvirá Tagliaferro à distância. A partir desse depoimento, o relator poderá definir se antecipa a votação do parecer ou mantém o cronograma previsto para outubro.

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Crédito da imagem: Reprodução

Redação GOYAZ

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