Tarcísio prevê anistia aprovada no Congresso em 2024

Anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro deve ser aprovada ainda em 2024, aposta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A avaliação foi feita durante jantar nesta quarta-feira (4) no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e do pastor Silas Malafaia.
No encontro, o trio projetou mais de 300 votos favoráveis na Câmara dos Deputados, número que, segundo eles, tornaria “inevitável” a aprovação do mesmo texto no Senado. Tarcísio também assumiu compromisso de reforçar articulação política e mobilização popular em torno da proposta.
Tarcísio prevê anistia aprovada no Congresso em 2024
Apesar do otimismo, os participantes reconheceram resistência no Supremo Tribunal Federal. Conforme relatos, a Corte se opõe a uma “anistia ampla, geral e irrestrita”, mas poderia aceitar um dispositivo que apenas reduza penas dos manifestantes, mantendo condenações de Jair Bolsonaro e outros réus apontados como líderes da tentativa de golpe.
Bastidores da articulação
Tarcísio prometeu acionar governadores alinhados à direita para ampliar a base de apoio. A estratégia inclui manifestações já marcadas para domingo (7) na avenida Paulista, em defesa da anistia. O governador confirmou aumento do efetivo policial e atuação da inteligência da Polícia Militar para prevenir eventuais infiltrações de grupos adversários.
Expectativa no Senado
Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defenda um projeto alternativo, aliados de Tarcísio argumentam que uma aprovação robusta na Câmara limitaria espaço para mudanças na Casa revisora. Segundo informações do Senado Federal, a tramitação de propostas de anistia costuma ganhar celeridade quando há consenso político e pressão popular.
Próximos passos
O texto da anistia deve ser colocado em votação antes do recesso de julho, afirmaram Tarcísio e Sóstenes. Caso aprovado, seguirá imediatamente para o Senado. Paralelamente, organizadores do ato na Paulista pretendem usar a mobilização para reforçar a narrativa de que a medida representa “reconciliação nacional”.
Com os holofotes voltados para o Congresso e para as ruas, a costura de Tarcísio insere-se no tabuleiro pré-eleitoral e pode definir rumos de alianças à direita até 2026.
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Crédito da imagem: Arquivo/Divulgação