Ataque russo a central térmica de Kiev causa apagões

Ataque russo a central térmica de Kiev causa apagões mobilizou equipes de resgate na madrugada desta segunda-feira (8). Segundo o Ministério da Energia da Ucrânia, o bombardeio danificou sério equipamento de geração, provocando cortes de eletricidade e gás logo após o maior ataque aéreo de Moscou em três anos e meio de guerra.
A operadora estatal de rede elétrica, Ukrenergo, informou que os reparos emergenciais permitiram restabelecer a energia para a maior parte dos consumidores ainda pela manhã. Mesmo assim, o governador da região advertiu que mais de 8 mil imóveis, distribuídos em oito localidades, permanecerão sem gás pelos próximos dois dias.
Ataque russo a central térmica de Kiev causa apagões
Autoridades locais afirmam que o objetivo de Moscou é deixar casas, hospitais, creches e escolas sem luz nem aquecimento às vésperas do outono. Nas redes sociais, o presidente da fornecedora Yasno, Serhiy Kovalenko, declarou que “não há motivos para otimismo” diante da intensidade recente dos bombardeios.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter atingido infraestruturas energéticas ucranianas, reiterando a estratégia adotada desde a invasão de 2022. Ações semelhantes vêm sendo registradas em várias regiões do país, conforme relatórios independentes divulgados pela Reuters.
A escalada ameaça agravar a crise humanitária durante o inverno, período em que os termômetros costumam ficar abaixo de zero em Kiev. Especialistas alertam que a restauração definitiva das usinas dependerá do envio de peças importadas e da segurança nas rotas de abastecimento.
Nos últimos meses, Kiev reforçou sistemas de defesa antiaérea, mas ainda enfrenta limitações para interceptar mísseis de cruzeiro e drones lançados em ondas sucessivas. Analistas militares avaliam que a infraestrutura energética continuará sendo alvo prioritário de Moscou, a fim de pressionar a população civil e o governo ucraniano.
Enquanto equipes técnicas trabalham sem interrupção para normalizar o fornecimento, moradores recorrem a geradores portáteis e estoques de lenha. Órgãos de saúde pública recomendam economizar energia e manter kits de emergência durante todo o outono.
Este novo ataque evidencia a vulnerabilidade das redes de energia em zonas de conflito e reforça a necessidade de apoio internacional para a rápida reconstrução.
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Crédito da imagem: Reuters/Thomas Peter/Proibida reprodução