Tráfego no Estreito de Ormuz segue reduzido com tarifa iraniana
Quatro embarcações cruzaram a passagem desde a manhã de terça-feira (24) conforme registros de rastreamento; o Irã informou que passará a cobrar pela garantia de trânsito seguro.

Quatro embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz desde a manhã de terça-feira (24), segundo registros de rastreamento marítimo consultados pela reportagem. As travessias foram identificadas em dados que apontam três petroleiros e um cargueiro como as embarcações que cruzaram a passagem no período de 24 horas.
O governo iraniano anunciou que começará a cobrar uma taxa para garantir o trânsito seguro através do Estreito de Ormuz, medida justificada como necessária diante do quadro de hostilidades. Autoridades de Teerã informaram que a passagem seguirá sujeita a coordenação prévia com autoridades locais para permitir deslocamentos considerados seguros por aquele governo, segundo declaração oficial divulgada em entrevista.
Especialistas em navegação e operadores de logística marítima relatam que o movimento no estreito permanece consideravelmente inferior aos níveis anteriores ao início do conflito, com impacto direto nas rotas comerciais. Desde sábado (28 de fevereiro), quando se registra o início das hostilidades relatadas na região, foram contabilizados pelo menos 16 ataques a embarcações no Golfo Pérsico e em áreas próximas ao Estreito de Ormuz.
Dados da empresa de monitoramento MarineTraffic indicaram que as operações no estreito têm sido seletivas, com passagem de embarcações pontuais interpretada como sinalização calculada pelas autoridades iranianas. A mesma fonte apontou que algumas atividades comerciais podem estar sendo retomadas de forma gradual, embora persista incerteza sobre segurança e responsabilidade por eventuais incidentes em rotas marítimas.
Operadoras de navios e seguradoras informaram elevação nos prêmios de seguro e revisão de rotas que buscam reduzir exposição em trechos considerados de maior risco, segundo relatos de mercado. Autoridades internacionais e organismos de segurança marítima monitoram a situação e mantêm alertas operacionais, e operadores seguem orientações para coordenação de trânsito e troca de informações entre Estados e armadores.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, reiterou na terça-feira (24) a necessidade de medidas especiais para passagem devido ao estado de guerra que, segundo ele, afeta a segurança nacional. Baghaei afirmou ainda que países não envolvidos em atos de agressão poderão atravessar o estreito após coordenação com as autoridades iranianas para garantir condições consideradas seguras pelas partes locais.