Censo 2022 Goiás: IBGE indica lares cada vez menores

Censo 2022 Goiás: IBGE indica lares cada vez menores: apontamento confirma que o tamanho médio dos lares no estado encolheu nos últimos 12 anos, seguindo a tendência nacional de famílias menores e mais diversas.
Levantamento do módulo Nupcialidade e Família, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os domicílios com apenas duas pessoas já representam 38,8% do total goiano – 643,2 mil lares – superando a média brasileira de 38,5%.
Censo 2022 Goiás: IBGE indica lares cada vez menores
Enquanto as famílias reduzidas avançam, os lares numerosos recuaram de forma acentuada. Casas com seis ou mais moradores caíram de 4,3% em 2010 para 2,4% em 2022, e as com cinco integrantes passaram de 10,2% para 7% no mesmo intervalo. Segundo o IBGE, o cenário reflete queda da fecundidade, adiamento do casamento e maior independência individual.
Mairipotaba lidera o ranking estadual de domicílios com duas pessoas (56,5%), seguida por Córrego do Ouro (54,4%), Adelândia (53,3%), Aloândia (53,2%) e Guaraíta (52,6%). Já São João d’Aliança (7,1%), Teresina de Goiás (6,9%) e Vila Boa (6,9%) concentram os maiores percentuais de famílias com seis ou mais membros, embora Cavalcante tenha registrado o maior recuo nesse perfil, de 16,7% para 6,8%.
Mesmo com a redução no número médio de moradores, o modelo casal com filhos ainda predomina em Goiás, alcançando 42,2% dos lares (700,3 mil). Casais sem filhos vêm na sequência, com 25,8%, enquanto famílias chefiadas por mulheres sem cônjuge e com filhos correspondem a 12,1%, porcentual próximo à média nacional.
O recorte por escolaridade mostra que 34,3% dos responsáveis pelos domicílios não concluíram o ensino fundamental, ao passo que 16,4% têm ensino superior completo. Onde a escolaridade e a renda são maiores, os lares tendem a ser menores, concentrando casais com ou sem filhos.
Em relação ao estado civil, 52,4% dos goianos com 10 anos ou mais vivem em algum tipo de união, superando os 51,3% do país. O formato consensual, sem registro civil ou religioso, prevalece entre pessoas de menor escolaridade e renda.
Esses dados reforçam que o padrão familiar em Goiás está em plena transformação, marcado por lares menores, autonomia feminina crescente e múltiplos arranjos de convivência adaptados às realidades econômicas e culturais do século 21.
Para saber como essas mudanças impactam outras áreas da sociedade, confira também as análises da editoria de Cidades e acompanhe nossas próximas reportagens.
Foto: GettyImages