Tremores no Afeganistão elevam temor e dificultam resgate

Tremores no Afeganistão elevam temor e dificultam resgate sacudiram novamente o leste do país em um intervalo de 12 horas, intensificando o pânico entre moradores de Nangarhar e Kunar e ameaçando fragilizar ainda mais as equipes de socorro que já atuam em cenário de guerra e pobreza.
O primeiro abalo, de magnitude 6,2, ocorreu na noite de quinta-feira (4) no distrito de Shiwa, província de Nangarhar, próximo à fronteira com o Paquistão. Segundo o porta-voz regional de saúde, Naqibullah Rahimi, 13 pessoas foram encaminhadas a hospitais; dez receberam alta e três permanecem em condição estável.
Tremores no Afeganistão elevam temor e dificultam resgate
Poucas horas depois, um segundo tremor de magnitude 5,4 atingiu o sudeste afegão a 10 km de profundidade, informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). Os novos abalos levaram famílias a permanecer ao ar livre ou em barracas improvisadas, receosas de retornar às casas de alvenaria seca, pedra e madeira.
Em meio ao frio nas montanhas do Hindu Kush, sobreviventes lutam por necessidades básicas. A Organização das Nações Unidas (ONU) e agências humanitárias alertam para a urgente escassez de alimentos, abrigo e suprimentos médicos. A Organização Mundial da Saúde busca US$ 4 milhões para reforçar o atendimento.
Os tremores secundários sucedem dois grandes terremotos ocorridos nesta semana: um de magnitude 6, minutos antes da meia-noite de domingo (1º), e outro de magnitude 5,5, na terça-feira (2). O governo talibã contabiliza até agora 2.205 mortes, 3.640 feridos e mais de 6.700 casas destruídas nas províncias de Nangarhar e Kunar.
Deslizamentos bloquearam estradas, isolando vilarejos e retardando o transporte de suprimentos. Equipes de resgate ainda retiram corpos dos escombros, enquanto moradores de Nurgal se deslocaram para áreas mais altas, às margens de rios, temendo novos desabamentos.
Especialistas lembram que o Afeganistão fica sobre o encontro das placas tectônicas indiana e eurasiana, tornando a região suscetível a sismos frequentes que, em conjunto com a infraestrutura precária, elevam o impacto humanitário.
Para acompanhar outras atualizações sobre crises internacionais e seus desdobramentos, acesse nossa página principal e continue informado.
Reuters/Sayed Hassib/proibida reprodução