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Volta do Congresso é marcada por motim e bate-boca

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes na última segunda-feira (4), intensificou o clima de conflito já previsto no Congresso

Volta do Congresso é marcada por motim e bate-boca: a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional foi marcada por forte tensão nesta terça-feira (5), com um motim de parlamentares bolsonaristas no plenário e um bate-boca generalizado com deputados e senadores governistas.

O clima de conflito, já esperado, foi intensificado pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada na última segunda-feira (4) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A oposição, liderada pelo Partido Liberal (PL), anunciou que irá obstruir as votações até que suas pautas sejam atendidas. A principal demanda do grupo é a discussão de um “pacote da paz”, que inclui a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Volta do Congresso é marcada por motim e bate-boca

Em um protesto que durou horas, deputados bolsonaristas ocuparam as mesas do plenário da Câmara e do Senado para impedir o início das sessões. O movimento, liderado por figuras como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tinha como objetivo pressionar os presidentes das Casas, Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado), a pautarem os projetos de interesse da oposição.

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a prisão domiciliar do pai é uma “violência institucional” e que a oposição não vai medir esforços para reagir.

Segundo ele, o movimento de obstrução é uma medida legítima e será mantido por tempo indeterminado. A bancada da oposição também busca avançar com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira do STF a competência de julgar parlamentares, transferindo esses casos para a primeira instância.

Em resposta, a base governista acusou a oposição de “retaliar o povo” e de usar o plenário para interesses pessoais. Deputados do PT, PCdoB, PSB e de outros partidos governistas se manifestaram, afirmando que a obstrução prejudica pautas importantes para o país.

Entre os projetos prioritários para o governo, estão a discussão de medidas econômicas e o projeto de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Anistia e impeachment no centro do conflito

A pauta da anistia é o principal ponto de atrito. O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), comunicou ao presidente Hugo Motta que irá pautar o projeto assim que tiver a oportunidade de assumir o comando da Casa, como durante uma viagem internacional do titular.

A intenção da oposição é que o projeto, que estava parado, seja votado e, posteriormente, ampliado para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que poderia restaurar sua elegibilidade.

Apesar da pressão, o presidente Hugo Motta vinha evitando pautar o tema, tentando buscar uma solução de consenso com os Três Poderes, mas sem sucesso.

A iniciativa de Altineu Côrtes, portanto, é uma tentativa de forçar a votação e contornar a resistência do governo. A tensão no Congresso deve se manter alta nas próximas semanas, dificultando a tramitação de outras propostas e mantendo o cenário político em ebulição.

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Redação GOYAZ

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